CSN é multada em R$ 39 milhões pelo TRF-6 por atraso para reduzir participação na Usiminas
Tribunal considerou 391 dias de descumprimento do prazo para baixar fatia abaixo de 5%, em medidas acompanhadas pelo Cade; processo está em sigilo.
A conta de luz dos clientes da Cemig em Minas Gerais pode ficar mais cara a partir de 28 de maio, caso a Agência Nacional de Energia Elétrica aprove a proposta de reajuste tarifário anual que será analisada na terça-feira (26). A previsão em discussão indica efeito médio de 6,5% nas tarifas da distribuidora, mas a própria Cemig ressalta que ainda não há decisão oficial sobre os percentuais.
Agência Nacional de Energia Elétrica
Foto: Reprodução
Pela proposta preliminar, os consumidores residenciais teriam reajuste de 5,2%. Para os clientes de baixa tensão, grupo que inclui residências e pequenos comércios, o impacto médio previsto é de 5,21%. Já os consumidores conectados à alta tensão, como grandes empresas e indústrias, teriam aumento médio de 9,43%.
O percentual médio previsto fica acima da inflação acumulada em 12 meses até abril de 2026. Segundo o IBGE, o IPCA chegou a 4,39% nesse período. A diferença entre os índices ocorre porque o cálculo tarifário considera itens próprios do setor elétrico, como compra de energia, transmissão, encargos, tributos e componentes financeiros reconhecidos pela regulação.
A Cemig informou que a proposta da Aneel ainda será apreciada no 8º Circuito Deliberativo do órgão regulador, em Brasília. Se aprovada, a mudança deve ser percebida de forma gradual pelos consumidores, a partir das faturas emitidas em junho, com vencimento em julho. Isso ocorre porque parte do consumo poderá ser calculada pela tarifa antiga e outra parte já pela nova tarifa, conforme a data de leitura de cada unidade.
Entre os fatores apontados pela companhia para pressionar o reajuste estão despesas de geração de energia ao longo do ano e o crescimento dos incentivos à geração distribuída, principalmente a energia solar. A Cemig afirma que, na composição da conta dos mineiros, a distribuidora responde por 27,5% do valor, enquanto o restante cobre encargos setoriais, tributos, compra de energia, transmissão e receitas irrecuperáveis.
A Cemig Distribuição atende cerca de 9,5 milhões de clientes em Minas Gerais. A definição final sobre o reajuste depende da deliberação da diretoria da Aneel, prevista para 26 de maio.