Anvisa apreende lotes falsificados de Mounjaro e botox e amplia restrições a outros produtos

Agência também suspendeu propaganda de cannabis, proibiu implantes de nestorone manipulados e determinou recolhimentos após irregularidades e riscos apontados em fiscalização

23/02/2026 às 11:21 por Redação Plox

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a apreensão de lotes falsificados do medicamento Mounjaro e de toxina botulínica (botox) após uma ação de fiscalização. A decisão, publicada na última sexta-feira (20/2), também incluiu a proibição de armazenamento, venda, importação, distribuição e uso desses produtos.


Anvisa

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Foto: Reprodução / Direção Concursos


De acordo com a agência, unidades do lote D838838 do Mounjaro apresentaram diferenças em relação ao medicamento original. A fabricante Eli Lilly identificou impressão de baixa qualidade no rótulo e outras inconsistências, o que levantou suspeita de falsificação.

No caso da toxina botulínica, a fabricante AbbVie informou desconhecer o lote C7936C3 e apontou que os dados de fabricação e validade não correspondiam ao produto legítimo.

Outros produtos com irregularidades

A operação da Anvisa alcançou ainda outros itens comercializados sem registro ou com pendências regulatórias. Entre eles está a suspensão da propaganda de produtos à base de cannabis da empresa Prati Donaduzzi, após a identificação de divulgação em redes sociais e no site do fabricante, em desacordo com as normas sanitárias.

Implantes com o hormônio nestorone, manipulados por farmácias, também foram proibidos por ausência de avaliação de segurança e eficácia. Além disso, um lote de tirzepatida, princípio ativo do Mounjaro, identificado como L61373, foi apreendido por ter sido importado sem autorização sanitária e apresentar origem desconhecida.

Falhas graves e riscos à saúde

Entre os casos que mais chamaram a atenção está a detecção de partícula de vidro em um lote de furosemida injetável, o que levou ao recolhimento imediato do medicamento.

A Anvisa também determinou a suspensão e o recolhimento de todos os medicamentos manipulados pela Bios Farmacêutica, referentes aos lotes com validade até 26 de janeiro de 2026. A medida foi tomada após a identificação de falhas nas instalações, no sistema de ar, no controle ambiental e na rastreabilidade dos produtos.

Segundo a agência, a orientação é que consumidores interrompam o uso de qualquer item envolvido nas medidas e busquem orientação profissional em caso de dúvida.

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