Lula critica uso do comércio como ‘arma’ e defende negociações entre países
Em Seul, no Fórum Empresarial Brasil–Coreia do Sul, presidente disse que o comércio internacional deve ser guiado por diálogo e entendimentos mutuamente benéficos, citando a relação bilateral como exemplo de confiança e cooperação.
23/02/2026 às 10:54por Redação Plox
23/02/2026 às 10:54
— por Redação Plox
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Em visita oficial à Coreia do Sul, nesta segunda-feira (23), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou o uso do comércio internacional como instrumento de pressão e defendeu que países busquem entendimentos “mutuamente benéficos” por meio de diálogo e negociação. A manifestação ocorreu no encerramento do Fórum Empresarial Brasil–Coreia do Sul, em Seul, parte da agenda voltada a ampliar parcerias e investimentos com o país asiático.
O presidente Lula durante fórum empresarial na Coreia do SulRicardo Stuckert/PRO presidente Lula durante fórum empresarial na Coreia do Sul
Foto: Ricardo Stuckert/PR
Lula rejeita uso do comércio como “arma”
No encontro com empresários, Lula abordou o cenário internacional e indicou que a melhor resposta a medidas que transformem o comércio em “arma” é o fortalecimento de negociações e da cooperação entre os países. Segundo relato da CNN Brasil, ele mencionou a relação entre Brasil e Coreia do Sul como exemplo de que confiança e cooperação podem gerar resultados positivos para ambos os lados.
A fala se insere no esforço do governo brasileiro de reforçar o multilateralismo e de defender maior abertura comercial, linha destacada também na cobertura do R7 sobre a viagem e o evento em Seul.
Mensagem central e alinhamento com a política externa
Até o momento, o conteúdo do discurso repercutido publicamente foi registrado por veículos de imprensa que acompanharam o fórum empresarial. De acordo com essas publicações, a mensagem central é que o Brasil prioriza acordos negociados e relações comerciais baseadas em confiança, em vez de medidas de coerção econômica.
Na mesma agenda em Seul, Lula também fez referências ao potencial do agronegócio brasileiro para atender à demanda por proteína na Coreia do Sul, conforme registro do Broadcast/Estadão, ao destacar a capacidade de oferta do Brasil ao mercado local.
Repercussões para empresas e política externa
Para empresas exportadoras e importadoras, o discurso é interpretado como um sinal de que o governo pretende ampliar mercados e reduzir barreiras por via negociada, o que pode beneficiar setores interessados em acesso ao mercado sul-coreano, como alimentos, bebidas, aviação, tecnologia e indústria.
No campo da política externa, a posição reforça a defesa do multilateralismo e de acordos comerciais como alternativa a disputas tarifárias e a medidas protecionistas. Internamente, a fala tende a ser utilizada no debate político como argumento de que o governo busca “previsibilidade” e “negociação” na condução do comércio exterior, em contraste com estratégias de confronto.
Próximos desdobramentos da agenda em Seul
Entre os próximos passos, a expectativa é acompanhar possíveis anúncios de acordos, memorandos ou planos bilaterais relacionados a comércio e investimentos entre Brasil e Coreia do Sul, resultantes da visita oficial.
Também deve ser monitorado se o governo brasileiro detalhará medidas concretas para ampliar a corrente de comércio com o país asiático, como missões empresariais, ações de facilitação de comércio e iniciativas de cooperação tecnológica e sanitária.
Outra frente de atenção é a eventual divulgação da íntegra do discurso de Lula e de comunicados oficiais sobre os resultados do fórum e da agenda em Seul, informação que ainda aguardava confirmação quanto à publicação completa em canais oficiais no momento do registro.