Bolsonaro tenta blindar Flávio e conter crise após laços com banqueiro investigado
Crise no entorno do PL envolve conversas sobre recursos para o filme “Dark Horse” e reacende debate interno sobre alternativas para 2026.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou à Casa Branca na noite de sexta-feira (22) em meio ao aumento da tensão com o Irã e à preparação de autoridades americanas para uma possível nova ofensiva militar. A Casa Branca não anunciou decisão final sobre ataques, mas a movimentação alterou planos do fim de semana prolongado do Memorial Day, um dos feriados mais importantes do país.
Donald Trump retornou às pressas para Washington após reuniões de emergência.
Foto: Foto: Official White House Photo by Molly Riley.
A CBS News informou que integrantes das áreas militar e de inteligência dos Estados Unidos cancelaram compromissos previstos para o feriado diante da expectativa de possíveis ações no Oriente Médio. Fontes ouvidas pela emissora disseram que o governo Trump se preparava para uma nova rodada de ataques contra o Irã, embora nenhuma ordem definitiva tivesse sido tomada até a tarde de sexta-feira.
Trump também desistiu de passar o fim de semana em sua propriedade de golfe em Bedminster, em Nova Jersey, e retornou a Washington após agenda em Nova York. O presidente afirmou em rede social que
“circunstâncias relacionadas ao governo” o impediriam de participar do casamento do filho Donald Trump Jr., marcado para o fim de semana.
Segundo o Axios, Trump se reuniu na manhã de sexta com integrantes do alto escalão de segurança nacional para discutir a guerra com o Irã e os cenários caso as negociações fracassem. Estiveram no encontro, de acordo com o veículo, o vice-presidente JD Vance, o secretário de Defesa Pete Hegseth, o diretor da CIA John Ratcliffe e a chefe de gabinete da Casa Branca, Susie Wiles.
A agenda pública compilada pela Factba.se mostra que Trump deixou Washington, passou por Nova York e retornou à Casa Branca no início da noite de sexta-feira. Para este sábado (23), a programação registra o presidente na Casa Branca, com “executive time” e equipe de imprensa em regime interno.
A crise ocorre dias depois de Trump afirmar que havia adiado um ataque planejado contra o Irã para permitir a continuidade das negociações. A Reuters informou que, em 18 de maio, o presidente disse haver
“boa chance” de acordo para impedir Teerã de obter arma nuclear, mas manteve o aviso de que os EUA estavam prontos para uma ofensiva ampla caso não houvesse avanço.
Dois dias depois, Trump voltou a elevar o tom e disse que os Estados Unidos poderiam
“atingir o Irã ainda mais forte” embora também tenha deixado em aberto a possibilidade de acordo.A Casa Branca declarou à CBS que o presidente mantém
“todas as opções” disponíveis e que cabe ao Pentágono estar preparado para executar qualquer decisão do comandante-em-chefe.
As tratativas continuam em um cenário de pressão internacional para evitar nova escalada. O Axios informou que autoridades do Paquistão e do Catar tentavam mediar conversas com Teerã. Já a Reuters noticiou neste sábado (23) que o principal negociador iraniano afirmou que o país não abriria mão de seus
“direitos nacionais” nas conversas com os Estados Unidos.
Até a última atualização, o governo americano não havia confirmado o início de uma nova operação militar contra o Irã. A situação segue dependente do avanço das negociações diplomáticas e das decisões da Casa Branca sobre a resposta dos Estados Unidos no Oriente Médio.