Número de mortos em tempestade em Juiz de Fora e Ubá (MG) sobe para 24; 47 sumidos
Governo de Minas decretou luto oficial de três dias, enquanto resgates seguem em áreas com deslizamentos e alagamentos; Juiz de Fora confirmou 18 mortes e Ubá, seis
A arrecadação do governo federal com impostos, contribuições e demais receitas somou R$ 325,8 bilhões em janeiro deste ano, informou a Receita Federal. Em valores reais, já descontada a inflação, o montante representa alta de 3,56% em relação a janeiro do ano passado, quando a arrecadação foi de R$ 314,54 bilhões.
O resultado é a maior arrecadação registrada para qualquer mês desde o início da série histórica da Receita Federal, em 1995.

Arrecadação bate novo recorde histórico em janeiro
Foto: Reprodução/Pixabay
O desempenho de janeiro está ligado ao crescimento da economia brasileira e também a aumentos de impostos adotados nos últimos anos pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Entre os destaques do mês, segundo a Receita Federal, está o IRRF sobre Rendimentos do Capital, cuja arrecadação foi de R$ 14,68 bilhões, com crescimento real de 32,56% frente a janeiro do ano anterior. O órgão apontou ainda o aumento da arrecadação proveniente da tributação de Juros sobre Capital Próprio.
O Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), que foi elevado no ano passado, somou R$ 8 bilhões em janeiro, um avanço real de 49,05%.
O governo arrecadou ainda R$ 1,5 bilhão com a taxação de apostas online e exploração de jogos de azar. A tributação das chamadas “bets” também foi elevada no fim de 2025.
A arrecadação previdenciária totalizou R$ 63,45 bilhões, com alta real de 5,48%. Esse movimento foi atribuído ao crescimento real da massa salarial, ao aumento da arrecadação do Simples Nacional e à elevação de 17,02% no volume de compensações tributárias.
Já PIS/Pasep e Cofins somaram R$ 56 bilhões em janeiro, alta real de 4,35%. Segundo a Receita, esse resultado está associado ao aumento de 2,84% no volume de vendas (PMC-IBGE) e de 3,45% no volume de serviços (PMS-IBGE) entre dezembro de 2025 e dezembro de 2024.
Além do desempenho da atividade econômica, o governo contou com medidas de aumento de tributos implementadas nos últimos anos para reforçar a arrecadação de janeiro de 2026.
Entre elas, estão a tributação de fundos exclusivos e offshores, as mudanças na tributação de incentivos (subvenções) concedidos por estados, a retomada da tributação de combustíveis e a cobrança do imposto sobre encomendas internacionais, conhecida como “taxa das blusinhas”.
Também contribuíram a reoneração gradual da folha de pagamentos e o fim de benefícios para o setor de eventos (Perse).
Assim como em anos anteriores, o governo conta com o aumento de arrecadação para tentar cumprir a meta fiscal de 2026. A meta oficial é obter um saldo positivo de 0,25% do Produto Interno Bruto (PIB), o que corresponde a cerca de R$ 34,3 bilhões.
Pelo arcabouço fiscal aprovado em 2023, há uma faixa de tolerância de 0,25 ponto percentual em relação à meta central. Na prática, a meta será considerada cumprida se o resultado ficar entre saldo zero e superávit de R$ 68,6 bilhões.
O texto do novo regime fiscal, porém, autoriza o governo a retirar do cálculo da meta R$ 57,8 bilhões em despesas, que poderão ser usados, por exemplo, para pagamento de precatórios.
Com esse mecanismo, a projeção é de um déficit de R$ 23,3 bilhões nas contas públicas em 2026, mesmo que o resultado oficial para fins de meta apareça como positivo.
Se essas estimativas se confirmarem, as contas do governo devem permanecer no vermelho durante todo o terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.