Número de mortos em tempestade em Juiz de Fora e Ubá (MG) sobe para 24; 47 sumidos
Governo de Minas decretou luto oficial de três dias, enquanto resgates seguem em áreas com deslizamentos e alagamentos; Juiz de Fora confirmou 18 mortes e Ubá, seis
Condenado em primeira instância a mais de 11 anos de prisão por produção de conteúdo sexual envolvendo adolescentes, o influenciador Hytalo Santos também responde a outros 14 processos na Justiça da Paraíba, em diferentes esferas. Além da ação criminal que resultou na condenação, ele é alvo de processos cíveis e trabalhistas. Na Justiça do Trabalho, aparece como réu por trabalho em condições análogas à escravidão e tráfico de pessoas para exploração sexual.
Na esfera trabalhista, uma audiência foi marcada para o dia 20 de março. O marido de Hytalo, Israel Vicente, condenado na Justiça Criminal a oito anos de prisão, também responde a ação trabalhista, em processo separado.
Na denúncia dos crimes trabalhistas, o Ministério Público do Trabalho da Paraíba (MPT-PB) aponta indícios de que o influenciador e o marido adotavam práticas irregulares com menores, principalmente ao levá-los para morar em sua residência e submetê-los a condições de trabalho.
Entre as acusações estão isolamento do convívio familiar e confisco de meios de comunicação com o mundo externo, entre outras práticas relatadas.

Hytalo Santos em depoimento para a Justiça da Paraíba
Foto: Reprodução/TV Globo
Além da condenação por produção de conteúdo sexual envolvendo adolescentes, Hytalo Santos responde a mais 13 processos na Justiça da Paraíba. Um deles é criminal e 12 são cíveis, com diferentes tipos de acusações.
No âmbito criminal, há uma ação penal por resistência.
Na esfera cível, os processos são assim distribuídos:
Os detalhes específicos de cada um desses processos não constam de forma pública no sistema do Tribunal de Justiça da Paraíba. Há ainda o registro de outros 14 processos já arquivados definitivamente pela Justiça estadual, também envolvendo temas diversos.
Hytalo Santos e seu marido durante depoimento à Justiça da Paraíba.
Foto: Reprodução/TV Globo/Fantástico
No processo que resultou na condenação de Hytalo Santos e de Israel Vicente, o Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB) retomaria, na manhã desta terça-feira (24), o julgamento de um pedido de habeas corpus para a soltura do casal. A primeira parte do julgamento ocorreu em 10 de fevereiro, quando o relator, desembargador João Benedito, acatou parcialmente o entendimento da defesa e concedeu medidas cautelares.
Na ocasião, o desembargador Ricardo Vital pediu vistas, adiando a conclusão da análise para a nova data. Entre essa primeira sessão e a publicação da sentença, em um domingo (22), o casal foi condenado em primeira instância pela 2ª Vara Mista de Bayeux.
Mesmo após a condenação, o pedido de habeas corpus para suspensão da prisão preventiva permaneceu na pauta do TJPB. Segundo informado pelo Tribunal, o caso continuaria sendo analisado, o que abre possibilidade de revisão de votos pelos desembargadores da Câmara Criminal, incluindo o relator.
Pelo código processual brasileiro, a condenação em primeira instância não transforma automaticamente a prisão preventiva em cumprimento de pena definitiva. O cumprimento da pena só começa após o trânsito em julgado do processo, quando não há mais possibilidade de recurso. A defesa de Hytalo e Israel já indicou que vai recorrer da decisão.
Hytalo Santos e Israel Vicente seguem presos no Presídio do Róger, em João Pessoa, desde agosto de 2025, ainda em regime de prisão preventiva.
O caso ganhou repercussão a partir de uma série de medidas judiciais e decisões adotadas ao longo do processo. A cronologia registra os seguintes marcos: