Número de mortos em tempestade em Juiz de Fora e Ubá (MG) sobe para 24; 47 sumidos
Governo de Minas decretou luto oficial de três dias, enquanto resgates seguem em áreas com deslizamentos e alagamentos; Juiz de Fora confirmou 18 mortes e Ubá, seis
As buscas pelas duas crianças desaparecidas na zona rural de Bacabal (MA) seguem mobilizando forças de segurança e órgãos de fiscalização, em um trabalho que avança sob sigilo e sem exclusão de linhas de apuração. Enquanto isso, nas redes sociais, proliferam acusações e boatos dirigidos a familiares — com destaque para a mãe das crianças —, ao mesmo tempo em que autoridades e reportagens baseadas em fontes policiais alertam para o impacto da desinformação no andamento do caso e no sofrimento da família.
Mãe das Crianças desaparecidas em Bacabal
Foto: (Reprodução/Redes Sociais)
Três crianças desapareceram em 4 de janeiro de 2026 no território quilombola São Sebastião dos Pretos, na zona rural de Bacabal, no interior do Maranhão. Duas delas, Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4 anos, seguem sem paradeiro conhecido. A terceira criança, Anderson Kauan, de 8 anos, primo dos dois, foi localizada em 7 de janeiro.
Desde então, as equipes ampliaram as frentes de busca em áreas de mata e regiões alagadas, com apoio de diferentes forças e uso de tecnologia. O caso ganhou repercussão nacional e permanece em investigação, com realização de diligências e coleta de depoimentos.
A situação da mãe das crianças está no centro de dúvidas e especulações. Até o momento, nas notas oficiais consultadas, não há confirmação pública de que ela seja formalmente tratada como suspeita. O que foi informado de maneira consistente é que familiares foram ouvidos e que a polícia trabalha com todas as linhas de investigação, sem descartar hipóteses.
Também foram registradas, em redes sociais, acusações sem comprovação e boatos envolvendo a mãe e outros familiares. Paralelamente, autoridades e reportagens sustentadas em fontes policiais têm chamado atenção para o risco de as fake news desviarem esforços da investigação e intensificarem o sofrimento da família.
Em uma dessas reportagens, baseada em entrevista e apuração jornalística, foi relatado que a Polícia Civil teria esclarecido que familiares não estariam sendo tratados como suspeitos. Como essa informação não aparece em nota oficial, ela permanece classificada como conteúdo em apuração, dependente de confirmação direta por parte da Polícia Civil ou da Secretaria de Segurança.
O Ministério Público do Maranhão acompanha as buscas e a investigação, com participação de promotorias criminal e da infância e juventude. O órgão também demonstrou preocupação com a forma de escuta de Anderson Kauan, por se tratar de uma criança autista, visando evitar danos emocionais adicionais durante o procedimento.
Já o Governo do Maranhão informou que as buscas foram reforçadas com apoio da Marinha do Brasil, incluindo o uso de equipamento sonar para varredura subaquática. A Polícia Civil conduz uma investigação descrita pelo governo como “rigorosa”, ouvindo familiares, moradores da região e outras pessoas que possam colaborar com esclarecimentos.
Em atualização posterior, o governo destacou que nenhuma hipótese está descartada e que a investigação permanece criteriosa e sob sigilo. Isso significa que o detalhamento sobre eventuais suspeitos, inclusive sobre a situação formal da mãe, só deve ser explicitado em posicionamentos oficiais das autoridades responsáveis.
Em casos de desaparecimento, não é necessário esperar 24 horas para registrar ocorrência. O boletim pode ser feito imediatamente em uma unidade da Polícia Civil ou, em alguns estados, por meio digital.
Informações precisas ajudam o trabalho de busca: fotos recentes, descrição das roupas usadas pela criança, características físicas, locais e horários do último contato e possíveis rotas ou destinos conhecidos.
As autoridades e a cobertura nacional têm reiterado a necessidade de cuidado com a desinformação. Fake news podem atrapalhar a investigação, gerar distrações para as equipes e intensificar a dor dos familiares. Denúncias e pistas devem ser encaminhadas por canais oficiais, não por correntes em aplicativos de mensagem ou postagens em redes sociais.
No Maranhão e em outros estados, o Disque-Denúncia (181) e serviços locais de segurança podem receber informações relevantes, sendo recomendado confirmar, em cada região, quais são os canais válidos.
A tendência é de continuidade das buscas em áreas consideradas estratégicas, incluindo trechos alagados, enquanto a Polícia Civil prossegue com oitivas, perícias e cruzamento de dados coletados.
Para que se esclareça de forma definitiva se a mãe das crianças desaparecidas em Bacabal — ou qualquer outro familiar — é investigada como suspeita, o caminho mais seguro é aguardar um posicionamento formal da Secretaria de Segurança Pública ou da Polícia Civil, assim como eventuais manifestações do Ministério Público. Como a investigação é sigilosa e pode ser ajustada conforme surgem novas evidências, apenas esses comunicados oficiais poderão definir, com clareza, o status de cada pessoa envolvida no caso.