Influenciadora Monniky Fraga é presa em PE suspeita de forjar próprio sequestro por engajamento
Operação Cortina de Likes apura extorsão, fraude processual e falsa comunicação de crime; defesa nega encenação e chama ação de “midiática”
24/03/2026 às 19:27por Redação Plox
24/03/2026 às 19:27
— por Redação Plox
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A influenciadora digital Monniky Fraga foi presa na manhã desta terça-feira (24) pela Polícia Civil de Pernambuco, suspeita de ter forjado o próprio sequestro para ganhar seguidores e engajamento nas redes sociais. A detenção aconteceu durante a Operação Cortina de Likes, e ela foi levada para a sede do Grupo de Operações Especiais (GOE), na zona Oeste do Recife.
nvestigação iniciada em 2025 aponta que quadrilha cobrou resgate de R$ 6 mil
Foto: Rprodução/Redes Sociais
Além dela, a operação cumpriu um mandado de prisão contra Denner José da Silva, um presidiário já envolvido em crimes de homicídio. Um terceiro homem investigado por participação na trama, identificado como Caio Barbosa, foi morto durante o andamento das apurações.
Segundo a polícia, o marido da suspeita, Lucas Vieira, não foi alvo da ação e não tem relação com o suposto crime.
Investigação aponta inconsistências na versão do sequestro
A investigação foi iniciada em abril de 2025, com o objetivo de desarticular uma associação criminosa voltada à prática de extorsão, fraude processual e falsa comunicação de crime. Na época do suposto sequestro, Monniky Fraga chegou a conceder entrevistas dizendo que ela e o marido teriam sido rendidos por três criminosos que exigiam dinheiro.
De acordo com os relatos iniciais atribuídos à suspeita, os criminosos teriam pedido R$ 100 mil de resgate, mas o valor que teria sido acertado e pago para a liberação do casal foi de R$ 6 mil. A apuração, porém, encontrou contradições e passou a tratar o episódio como uma farsa com objetivo de repercussão na internet.
Mandados foram cumpridos em três estados
A força-tarefa mobilizou 30 policiais e cumpriu mandados de busca e apreensão expedidos pela comarca de Igarassu (PE), com desdobramentos em João Pessoa (PB) e Várzea Paulista (SP).
Defesa chama operação de “midiática” e nega encenação
Ela não precisava de engajamento nem de likes. Também não tinha necessidade de ficar com os R$ 6 mil. Foi um sequestro feito por amadores e ela não tem envolvimento com a trama Alexandre da Costa
O advogado da influenciadora, Alexandre da Costa, afirmou à imprensa que a cliente teria sido vítima de criminosos e não teria forjado a situação. Ele também classificou a operação policial como uma ação “midiática” e uma “aberração jurídica”.