Patente da semaglutida expira e aumenta expectativa sobre Mounjaro no Brasil

Com o fim da exclusividade do princípio ativo do Ozempic e Wegovy, mercado mira tirzepatida, cuja patente da Eli Lilly vai até 2036 e já enfrenta projeto de quebra no Congresso.

24/03/2026 às 18:15 por Redação Plox

A patente da semaglutida, princípio ativo dos medicamentos Ozempic e Wegovy, expirou nesta sexta-feira (20). Com isso, a substância deixa de ser exclusiva do criador e outras farmacêuticas passam a poder desenvolver versões genéricas do remédio.

Com a mudança, cresceu a expectativa em torno da tirzepatida, princípio ativo do Mounjaro. Estudos apontam que o medicamento gerou maior perda de peso em comparação aos concorrentes, o que tem ampliado o interesse do público sobre quando a exclusividade também pode chegar ao fim.

Canetas tratam diabetes e sobrepeso

Canetas tratam diabetes e sobrepeso

Foto: • Reprodução


Quando a patente do Mounjaro expira no Brasil

De acordo com o Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), órgão responsável por conceder patentes no Brasil, a Eli Lilly — farmacêutica responsável pelo Mounjaro — tem a patente da tirzepatida válida até 5 de janeiro de 2036.

Ao mesmo tempo, tramita no Congresso Nacional um projeto de lei (PL) para quebrar a patente do Mounjaro. A proposta teve o regime de urgência aprovado em fevereiro e, por isso, não precisará passar por comissões temáticas antes de ser analisada em plenário.

Queda de patente pode reduzir o preço?

Para a médica Eliana Teixeira, pós-graduada em endocrinologia e nutrologia e especialista em emagrecimento, a perda da exclusividade tende a mudar o cenário do mercado.

com a queda da patente, abre-se espaço para a entrada de concorrentes no mercado, o que tende a aumentar a oferta e, consequentemente, pode levar à redução de preços.Eliana Teixeira

A médica pondera, no entanto, que a queda nos valores não é imediata nem garantida. Segundo ela, isso depende de fatores como regulação, produção em larga escala, interesse da indústria e aprovação dos órgãos sanitários.

Com a chegada de genéricos, a tendência é que o tratamento não mude, mas que mais pacientes possam ter acesso ao medicamento. Eliana Teixeira reforça a importância de que o protocolo seja sempre acompanhado por um médico e combinado a mudanças no estilo de vida.

Compartilhar a notícia

V e j a A g o r a