Timóteo capacita profissionais da rede de atendimento sobre autismo
Treinamento reuniu áreas de Saúde, Educação e Assistência Social para fortalecer o cuidado integrado e humanizado a crianças e adultos com TEA.
24/04/2026 às 18:07por Redação Plox
24/04/2026 às 18:07
— por Redação Plox
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A Secretaria de Saúde e Qualidade de Vida de Timóteo promoveu uma capacitação sobre Transtorno do Espectro Autista (TEA) voltada a profissionais da rede de atendimento da Assistência Social, Educação e Saúde. A atividade foi realizada na última quinta-feira (23), no auditório da Prefeitura, no Paço Municipal.
Foto: Divulgação
Com o tema “Autismo na Rede: Diagnóstico, manejo e construção do cuidado integrado”, o encontro teve como objetivo fortalecer a integração entre as áreas e contribuir para um atendimento humanizado e mais eficiente a crianças e adultos com diagnóstico de TEA.
Foto: Divulgação
Secretária destaca revisão de fluxos e qualificação do cuidado
Na abertura, a secretária de Saúde, Érica Ferreira, afirmou que a iniciativa representa avanço na qualificação da rede de cuidado e reforçou o compromisso com a revisão dos fluxos de atendimento.
Nosso compromisso passa pela revisão dos fluxos de atendimento, que têm sido construídos com profissionais de diversas áreas para redesenhar o espaço de escuta, seja na atualização de conhecimentos e na construção de políticas públicas. Cuidar de pessoas com TEA exige muito mais do que ampliar o olhar para aumento da demanda. Estamos diminuindo os preconceitos
Érica Ferreira
Segundo ela, a capacitação integra um conjunto de ações voltadas ao aprimoramento do atendimento na rede.
Palestras abordam sintomas, manejo e comunicação
A primeira palestra foi ministrada pelo doutor André Luiz Toledo, médico psiquiatra infanto-juvenil com experiência na rede pública de Timóteo. Ele abordou aspectos relacionados aos sintomas do TEA, como a rigidez cognitiva, e discutiu orientações para lidar com mudanças de rotina.
Durante a apresentação, o psiquiatra sugeriu que familiares mantenham rotinas estruturadas e um espaço tranquilo em casa para favorecer a autorregulação emocional em momentos de sobrecarga do paciente. Também recomendou comunicação clara, com instruções curtas, evitando múltiplos comandos, além do reforço positivo por comportamentos desejados.
A segunda palestra foi conduzida pela fonoaudióloga Silvia Souza, especialista em voz, pós-graduada em autismo, distúrbios da fala e da linguagem, com formação em Comunicação Aumentativa e Alternativa (CAA) e ABA. Ela tratou do desenvolvimento da comunicação e da importância da intervenção fonoaudiológica adaptada às necessidades de cada pessoa.
Silvia explicou que alguns autistas podem demorar a falar ou não desenvolver fala funcional, comunicando-se por meio de comportamentos, sinais ou pranchas de comunicação. Ela também diferenciou distúrbios da fala — como a dificuldade motora para articular sons — e distúrbios da linguagem, ligados à compreensão e ao uso das regras das palavras, citando como exemplo a dificuldade em compreender metáforas ou sentidos figurados.