Lula se reúne com aliados para fechar proposta de fim da escala 6x1 e jornada de 40h
Reunião em Brasília mira os últimos ajustes do texto; comissão especial foi convocada para votar parecer às 17h na Câmara.
Luciano Huck criticou o desenho atual do Bolsa Família durante participação no 5º Fórum Esfera, realizado no Guarujá, em São Paulo. Em fala para empresários e lideranças políticas, o apresentador afirmou que o programa de transferência de renda não cria estímulos suficientes para que famílias deixem a condição de dependência do benefício.
Ao citar Senhor do Bonfim, na Bahia, Huck disse que a cidade teria forte peso do Bolsa Família na economia local e defendeu a criação de mecanismos para incentivar mobilidade social.
Luciano Huck criticou o desenho atual do Bolsa Família
Foto: Lyon Santos/ MDS
Você não gera nenhum tipo de estímulo para que as famílias queiram sair do Bolsa Família afirmou o apresentador, segundo registro do evento.
Na mesma participação, Huck relacionou o tema à baixa mobilidade social no país. Ele citou estudo da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico, segundo o qual crianças nascidas entre os 10% mais pobres no Brasil podem levar nove gerações para alcançar a renda média nacional. O dado foi divulgado pela Agência Brasil com base em relatório da OCDE.
O apresentador também defendeu que o país precisa enfrentar a falta de oportunidades fora da polarização política. Em outro trecho da fala, ele afirmou que o Brasil é
muito ineficientee disse acreditar na política como instrumento de transformação, apesar de criticar problemas de execução do Estado.
O Bolsa Família é apresentado pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social como o maior programa de transferência de renda do país, voltado a famílias em situação de pobreza e articulado com políticas de saúde, educação, assistência social e trabalho. Em maio, o programa alcança 19,08 milhões de famílias, com gasto estimado em R$ 12,9 bilhões e valor médio de R$ 678,01, segundo informações do MDS divulgadas pela Agência Brasil.
O governo federal também mantém a chamada Regra de Proteção, mecanismo que permite que famílias que elevam a renda continuem recebendo parte do benefício por um período de transição, desde que respeitados os limites previstos. Em maio, cerca de 2,26 milhões de famílias estavam nessa regra, de acordo com a Agência Brasil.
Até a última atualização, não havia registro de resposta pública do Ministério do Desenvolvimento Social especificamente às declarações de Luciano Huck no Fórum Esfera.