Lula se reúne com aliados para fechar proposta de fim da escala 6x1 e jornada de 40h
Reunião em Brasília mira os últimos ajustes do texto; comissão especial foi convocada para votar parecer às 17h na Câmara.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou que o Tela Brasil, plataforma pública e gratuita de streaming voltada a produções nacionais, deve estrear no dia 30 de maio. A declaração foi feita neste sábado (23), durante agenda oficial na Fiocruz, no Rio de Janeiro, onde o governo inaugurou a nova sede do Centro de Desenvolvimento Tecnológico em Saúde.
Luiz Inácio Lula da Silva
Foto: Ricardo Stuckert / PR
Vamos disponibilizar 500 filmes brasileiros para que o povo possa assistir de graça. É a nossa Netflix, nossa Netflix brasileira afirmou o presidente, em referência ao catálogo inicial previsto para o serviço.
O Tela Brasil é uma iniciativa do Ministério da Cultura, por meio da Secretaria do Audiovisual, em parceria com a Universidade Federal de Alagoas. A proposta é reunir curtas, médias e longas-metragens, além de obras seriadas, em um serviço de vídeo sob demanda com acesso gratuito e cadastro vinculado à conta gov.br.
Segundo o Ministério da Cultura, a construção do catálogo está em andamento e deve somar aproximadamente 555 obras brasileiras. O acervo deve reunir produções de instituições parceiras, como Cinemateca Brasileira, CTAv, Funarte e Fundação Cultural Palmares, além de filmes brasileiros indicados ao Oscar e títulos selecionados por edital de licenciamento.
A plataforma também busca ampliar a circulação de produções nacionais que, muitas vezes, passam por festivais, mostras e circuitos especializados, mas encontram dificuldade para chegar ao grande público. O investimento informado pelo MinC para a formação do catálogo é de R$ 4,4 milhões.
Além do público em geral, o Tela Brasil terá como foco escolas de educação básica, cineclubes, Pontos e Pontões de Cultura, bibliotecas públicas, centros culturais e espaços de memória. O governo afirma que a plataforma deve apoiar políticas de formação de público e valorização do audiovisual brasileiro.
O lançamento ocorre após o Ministério da Cultura ter informado, em janeiro, que o serviço ainda estava em fase final de testes. Na ocasião, a pasta negou que a plataforma já estivesse disponível e afirmou que as informações oficiais seriam divulgadas pelos canais institucionais.