HIV: Anvisa aprova medicamento injetável para prevenção do vírus

Novo medicamento elimina necessidade de comprimidos diários

24/06/2024 às 14:42 por Redação Plox

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) registrou, em 5 de junho, o medicamento Apretude® (cabotegravir), disponível em comprimido e suspensão injetável, para prevenção do HIV. 


O Apretude® é indicado para indivíduos com pelo menos 35 kg e representa uma alternativa aos tratamentos diários.

Foto: reprodução/ Pixabay

Mecanismo de ação e administração

O cabotegravir é um antirretroviral que bloqueia a replicação do HIV, impedindo a inserção do DNA viral no DNA humano. O medicamento injetável deve ser administrado a cada dois meses, facilitando a adesão ao tratamento em comparação aos comprimidos diários.

Indicações de uso

O Apretude® faz parte da profilaxia pré-exposição (PrEP), estratégia que usa antirretrovirais para prevenir a infecção por HIV em pessoas com alto risco. A versão injetável do medicamento é recomendada para quem tem dificuldade em seguir tratamentos orais diários. Já os comprimidos são usados para avaliar a tolerabilidade ao medicamento antes da aplicação injetável ou como alternativa preventiva para aqueles que perderam a dose programada.

Requisitos e recomendações

O uso do Apretude® exige um teste negativo para HIV antes do início do tratamento e antes de cada nova injeção, para evitar o desenvolvimento de resistência ao medicamento.

Disponibilidade e incorporação no SUS

Embora o registro pela Anvisa já tenha sido aprovado, a comercialização do Apretude® depende da aprovação de preço pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED). A incorporação ao Sistema Único de Saúde (SUS) aguarda a avaliação da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec), vinculada ao Ministério da Saúde.

Impacto e desafios

A aprovação do Apretude® representa um avanço significativo no combate ao HIV, especialmente para populações prioritárias como os jovens. Entretanto, o uso do medicamento não dispensa outras medidas preventivas, como o uso de preservativos, já que a PrEP não protege contra outras infecções sexualmente transmissíveis.

Ensaios clínicos e eficácia

Os ensaios clínicos de fase III, incluindo o HPTN 083 realizado em diversos países, comprovaram a segurança e eficácia do cabotegravir. No Brasil, os testes foram conduzidos em quatro centros de pesquisa, reforçando a importância do medicamento na prevenção do HIV.

Saiba mais sobre a PrEP
A PrEP, disponível no Brasil desde 2017, utiliza uma combinação de antirretrovirais para prevenir a infecção por HIV. A Anvisa destaca a necessidade de acesso igualitário a todas as medidas preventivas, visando garantir tratamento adequado para toda a população.

 

 

 

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