Pesquisa Atlas: desaprovação de Lula sobe para 51,5% e aprovação recua em fevereiro

Levantamento AtlasIntel/Bloomberg (Latam Pulse) divulgado em 25 de fevereiro de 2026 mostra alta da avaliação negativa em relação a janeiro e aponta possíveis efeitos no Congresso, com maior cautela de partidos do Centrão e aliados em votações sensíveis.

25/02/2026 às 13:27 por Redação Plox

A desaprovação ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a crescer e alcançou 51,5%, enquanto a aprovação recuou em relação ao mês anterior, segundo nova rodada da pesquisa AtlasIntel em parceria com a Bloomberg (Latam Pulse), divulgada em 25 de fevereiro de 2026. O levantamento também indica aumento no grupo de entrevistados que não sabe avaliar o governo e aponta os segmentos em que a rejeição é mais acentuada.

Presidente Lula

Presidente Lula

Foto: Ricardo Stuckert / PR


Pesquisa Atlas: desaprovação de Lula cresce e aprovação cai

De acordo com a pesquisa AtlasIntel/Bloomberg, 51,5% dos entrevistados disseram desaprovar o desempenho de Lula, percentual superior ao registrado em janeiro. Naquele mês, segundo dados citados pelo Estado de Minas, a desaprovação era de 50,7%, enquanto a aprovação estava em 48,7%.

Com isso, houve queda de 2,1 pontos percentuais na aprovação e alta de 0,8 ponto na desaprovação em um intervalo de um mês, dentro de um cenário que já vinha sendo descrito pela série do Latam Pulse como “majoritariamente negativo” no fim de 2025.

O levantamento foi realizado entre 19 e 24 de fevereiro, com 4.986 entrevistados de 16 anos ou mais. A margem de erro é de 1 ponto percentual, com nível de confiança de 95%, e o registro da pesquisa no TSE é BR-07600/2026.

Metodologia e posição do governo

A pesquisa integra o relatório Latam Pulse, produzido pela AtlasIntel em parceria com a Bloomberg, que divulga de forma recorrente indicadores de aprovação e desaprovação de governos. A metodologia é baseada em recrutamento digital, com aplicação de questionários online.

Até a última atualização das informações disponíveis, não havia registro de manifestação oficial do Palácio do Planalto sobre os números específicos desta rodada. A indicação é de que a apuração ainda estava em curso, com possibilidade de atualização caso o governo comente publicamente os dados.

Impacto político e recortes demográficos

Os resultados reforçam a pressão sobre a agenda do governo no Congresso. Índices de desaprovação acima de 50% tendem a tornar mais cautelosos partidos do Centrão e aliados em votações consideradas sensíveis, além de elevar o custo político para medidas econômicas e fiscais.

Embora os dados de aprovação e desaprovação não representem diretamente intenção de voto, a série do Latam Pulse é usada por atores políticos para calibrar discursos e alianças. Rodadas anteriores já indicavam, no final de 2025, um quadro predominantemente negativo, com desaprovação em 50,7% e aprovação em 48,8%.

Entre os recortes demográficos, o Estado de Minas aponta maior rejeição ao governo entre homens, pessoas de 25 a 34 anos, eleitores de renda mais baixa e, sobretudo, entre evangélicos, grupo em que a desaprovação chegou a 74,2% no recorte citado.

Perspectivas e próximos movimentos

A evolução desses indicadores deve seguir no radar do Planalto, de lideranças governistas e da oposição ao longo de 2026. O comportamento da série histórica será observado para identificar se a atual oscilação configura uma tendência de desgaste mais prolongado ou uma variação pontual dentro do cenário político.

Entre os próximos passos previstos estão o acompanhamento da eventual divulgação do relatório completo desta rodada pela AtlasIntel/Bloomberg — com tabelas detalhadas e séries históricas —, o monitoramento de reações oficiais do governo e de lideranças partidárias, e a análise de novas pesquisas que possam confirmar ou relativizar o movimento de alta na desaprovação e queda na aprovação de Lula.

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