Lula se reúne com aliados para fechar proposta de fim da escala 6x1 e jornada de 40h
Reunião em Brasília mira os últimos ajustes do texto; comissão especial foi convocada para votar parecer às 17h na Câmara.
Ronaldo Caiado (PSD), ex-governador de Goiás e pré-candidato à Presidência da República, adotou tom de cautela ao comentar a relação do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) com Daniel Vorcaro, ex-presidente do Banco Master. Em evento promovido pela Amcham Brasil, em São Paulo, nesta segunda-feira (25), Caiado disse que não fará pré-julgamentos e afirmou que a prioridade da centro-direita deve ser manter a unidade para enfrentar o PT nas urnas.
Ronaldo Caiado, pré-candidato à Presidência da República
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
A fala contrastou com a posição de Romeu Zema (Novo), ex-governador de Minas Gerais, que voltou a criticar a aproximação de Flávio com Vorcaro. Zema avaliou que o episódio dificulta o cenário eleitoral para a direita e defendeu que candidatos do campo conservador sem ligação com o caso teriam melhores condições de disputar um eventual segundo turno contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
O caso ganhou repercussão após a divulgação de conversas envolvendo Flávio Bolsonaro e Vorcaro sobre recursos para a produção do filme “Dark Horse”, projeto sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro. O senador negou irregularidades e afirmou que se tratava de uma negociação privada, sem dinheiro público ou oferta de vantagens. Vorcaro é investigado no contexto do caso Banco Master, ainda em apuração pelas autoridades.
Caiado disse que as explicações apresentadas por Flávio até agora não foram convincentes, mas evitou afirmar se o senador teria ou não condições políticas e morais de disputar o cargo. Segundo ele, essa avaliação caberá ao eleitor. O ex-governador também defendeu que o candidato da centro-direita que chegar ao segundo turno receba o apoio dos demais nomes do campo.
Além do embate em torno de Flávio Bolsonaro, Caiado e Zema direcionaram críticas ao Supremo Tribunal Federal. O ex-governador de Goiás afirmou que o país vive uma
desordem institucionale defendeu que a própria Corte adote mecanismos internos para afastar ministros atingidos por denúncias ligadas à trajetória pessoal.
Zema, por sua vez, voltou a defender mudanças na composição e no funcionamento do STF. Entre as propostas citadas pelo pré-candidato estão idade mínima de 60 anos para ministros, restrição a decisões monocráticas em temas relevantes e adoção de lista tríplice com nomes indicados por instituições.
As declarações expõem estratégias diferentes dentro da oposição: Zema tenta marcar distância do caso Banco Master, enquanto Caiado busca preservar uma frente unificada da centro-direita. Ambos, porém, reforçaram que a disputa presidencial deve ser organizada em torno da tentativa de derrotar o PT no segundo turno.