Lula se reúne com aliados para fechar proposta de fim da escala 6x1 e jornada de 40h
Reunião em Brasília mira os últimos ajustes do texto; comissão especial foi convocada para votar parecer às 17h na Câmara.
Maria de Lourdes foi morta em 5 de dezembro de 2025, dentro do 1º Regimento de Cavalaria de Guardas, no Setor Militar Urbano, em Brasília. Segundo a denúncia citada pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), Kelvin, que era militar da ativa na época, teria atacado a cabo com uma faca dentro da sala da banda de música da unidade. Depois, conforme a acusação, ele teria ateado fogo ao local, causando a carbonização do corpo, e subtraído a arma de serviço da vítima.
STF mantém júri popular para ex-soldado acusado de matar cabo do Exército em quartel.
Foto: Redes Sociais
A defesa buscava que o processo fosse analisado pela Justiça Militar, já que o crime ocorreu dentro de um quartel e envolvia militares da ativa. Gilmar Mendes, porém, entendeu que a condição militar dos envolvidos e o local do crime não bastam para deslocar o julgamento. Para o ministro, o feminicídio apontado no processo tem motivação pessoal e de gênero, sem relação direta com a função militar ou com as atividades institucionais das Forças Armadas.
Antes da decisão do STF, a Terceira Seção do STJ já havia determinado o desmembramento do caso. Pelo entendimento da Corte, os crimes de feminicídio e destruição de cadáver devem ser julgados pelo júri popular, enquanto acusações ligadas ao patrimônio e à administração militar, como incêndio, dano às instalações e furto de arma de serviço, permanecem sob responsabilidade da Justiça Militar.
Com a negativa do habeas corpus, o processo que estava suspenso deve voltar a tramitar no Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios. O MPDFT afirma que a retomada permitirá a realização da audiência de instrução, etapa em que são ouvidas testemunhas, peritos e partes antes de eventual julgamento pelo júri.