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Doença celíaca: entenda problema que levou Isis Valverde a relatar três internações neste ano.
Foto: Redes Sociais
Isis disse que passou mal depois de consumir alimentos que teriam tido contato com glúten durante o preparo. Ela citou, como exemplo, o risco de uso de óleo ou utensílios que já entraram em contato com produtos com trigo. O episódio chama atenção para a chamada contaminação cruzada, que ocorre quando partículas de glúten passam para alimentos que deveriam ser seguros para celíacos.
A doença celíaca é uma condição autoimune desencadeada pela ingestão de glúten. Em pessoas geneticamente predispostas, o contato com a proteína provoca uma reação inflamatória no intestino delgado, podendo causar danos às vilosidades intestinais e prejudicar a absorção de nutrientes. O glúten está presente no trigo, na cevada e no centeio; a aveia, embora naturalmente sem glúten, pode ser contaminada durante o processamento.
Doença celíaca é uma condição autoimune desencadeada pela ingestão de glúten.
Foto: Imagem criada por Inteligência Artificial/Henrique Lacerda/PLOX
Os sinais mais comuns incluem diarreia crônica ou prisão de ventre, dor abdominal, inchaço, vômitos, falta de apetite, anemia, perda de peso, desnutrição, fadiga, dores articulares e alterações de humor. A doença costuma ser identificada ainda na infância, mas também pode se manifestar na vida adulta. O diagnóstico deve ser feito por médico, com avaliação clínica e exames como testes de sangue e, quando necessário, biópsia intestinal.
A doença celíaca não tem cura. O tratamento indicado é a exclusão total do glúten da alimentação por toda a vida. Além de retirar alimentos como pães, massas, bolos, biscoitos e produtos com farinha de trigo, o paciente precisa observar rótulos e evitar o contato indireto com a proteína em cozinhas, utensílios, superfícies, frituras compartilhadas e alimentos industrializados.
A Fenacelbra informa que o Brasil ainda não possui estudo multicêntrico que defina com precisão a prevalência da doença celíaca. Com base em estimativas internacionais, a federação calcula que aproximadamente 2 milhões de brasileiros sejam celíacos, muitos deles ainda sem diagnóstico.
Especialistas e entidades da área reforçam que a retirada do glúten deve ser feita após confirmação médica, já que a dieta restritiva sem orientação pode dificultar o diagnóstico e comprometer a alimentação. Em caso de sintomas persistentes, histórico familiar ou reações após consumo de alimentos com glúten, a recomendação é procurar atendimento médico para investigação adequada.