Lula se reúne com aliados para fechar proposta de fim da escala 6x1 e jornada de 40h
Reunião em Brasília mira os últimos ajustes do texto; comissão especial foi convocada para votar parecer às 17h na Câmara.
As negociações entre Estados Unidos e Irã seguem sem desfecho, mesmo após Teerã admitir avanços em parte das conversas. O governo iraniano afirmou nesta segunda-feira (25) que houve entendimento sobre vários pontos de um possível memorando com Washington, mas negou que a assinatura de um acordo esteja próxima.
Estreito de Ormuz, funcionando como uma área geográfica estratégica e central no conflito entre o Irã e a coalizão EUA/Israel
Foto: (Reprodução: Google Maps)
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmail Baghaei, disse que o país negocia o fim da guerra e a reabertura de rotas no Estreito de Ormuz, mas afirmou que o tema nuclear ainda não está no centro desta etapa. Segundo ele, as mudanças de posição de autoridades americanas têm dificultado o andamento das tratativas.
As conversas envolvem um acordo limitado para reduzir a tensão, permitir a retomada mais segura da navegação no Estreito de Ormuz e abrir caminho para uma rodada posterior sobre temas mais complexos. A passagem marítima é estratégica para o comércio global de energia e teve o fluxo de navios fortemente reduzido desde o início do conflito entre EUA, Israel e Irã.
A fala de Baghaei ocorre após Donald Trump alternar sinais de otimismo e pressão pública sobre Teerã. Nesta segunda, o presidente americano disse que as negociações estavam
indo bem mas também afirmou que qualquer entendimento precisaria ser “grande e significativo”, ou não haveria acordo.
A resposta mais dura veio de Ebrahim Rezaei, porta-voz da comissão de segurança nacional do Parlamento iraniano. Em publicação na rede X, ele classificou as ameaças americanas como
blefe e chamou Trump de “presidente derrotado”, acrescentando que o tempo estaria correndo contra Washington.
O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, também comentou o impasse durante agenda em Nova Déli, na Índia. Ele afirmou que Washington prefere chegar a um acordo, mas disse que, se isso não ocorrer, os Estados Unidos terão de lidar com a questão
de outra forma
Apesar do tom de pressão, Rubio indicou que a diplomacia ainda é a aposta principal do governo americano. A Casa Branca tenta construir um entendimento que reduza a crise no Golfo e destrave uma negociação mais ampla, mas pontos como programa nuclear, sanções, ativos congelados e garantias de segurança seguem sem solução definitiva.
O Estreito de Ormuz virou um dos principais pontos de disputa porque concentra parte relevante do transporte mundial de petróleo e gás natural liquefeito. Dados de rastreamento citados pela Reuters mostram que alguns navios conseguiram deixar a região nos últimos dias, mas o tráfego segue abaixo do normal, e milhares de tripulantes ainda permanecem em embarcações retidas no Golfo.
Até o momento, não há confirmação de data para assinatura de acordo. O cenário é de avanço parcial, pressão pública dos dois lados e tentativa de manter aberta uma negociação que ainda depende de concessões políticas e de garantias sobre a segurança da navegação na região.