Caso da herança do tio de Suzane von Richthofen tem reviravolta
Sem testamento e com patrimônio estimado em R$ 5 milhões, disputa gira em torno do reconhecimento de união estável entre Miguel Abdalla Netto e a prima Silvia Magnani
26/01/2026 às 13:04por Redação Plox
26/01/2026 às 13:04
— por Redação Plox
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Uma reviravolta na disputa pela herança deixada pelo médico Miguel Abdalla Netto pode favorecer a sobrinha dele, Suzane von Richthofen. Morto em 9 de janeiro deste ano, o médico não deixou testamento sobre o destino do patrimônio, estimado em cerca de R$ 5 milhões, que inclui casas, aplicações financeiras e um sítio.
Suzane recorre à Justiça para garantir sua parte na herança do tio e trava uma disputa direta com Silvia Magnani, que afirma ter vivido em união estável com o médico aposentado.
Uma reviravolta na briga pela herança deixada pelo médico Miguel Abdalla Netto pode favorecer Suzane von Richthofen, sobrinha dele
Foto: Instagram/Reprodução
Ausência de testamento e cenário sucessório
O Colégio Notarial do Brasil – seção São Paulo confirmou à coluna True Crime, do jornal O Globo, que não existe qualquer testamento em nome de Miguel Abdalla Netto. Sem documento que determine outro destino para os bens, valem as regras da sucessão legítima, o que fortalece a posição dos sobrinhos na linha de herdeiros, caso não seja reconhecida a união estável alegada por Silvia.
Além de Suzane, o outro herdeiro legal é Andreas von Richthofen, também sobrinho de Miguel.
Morte de Miguel Abdalla Netto
O corpo de Miguel foi encontrado em avançado estado de decomposição dentro da casa onde morava, no bairro Campo Belo, em São Paulo, em 9 de janeiro.
A polícia trabalha com a hipótese de morte por causas naturais, possivelmente um infarto, mas a causa exata ainda depende da conclusão do laudo pericial.
Miguel Abdalla Netto era irmão de Marísia von Richthofen e cunhado de Manfred von Richthofen, assassinados pela filha, Suzane, que foi condenada pelo crime. Ele era, portanto, tio de Suzane e de Andreas von Richthofen.
Como começou a disputa judicial
A polêmica em torno da herança ganhou força logo após a morte de Miguel. Na ocasião, Suzane tentou liberar o corpo do tio em uma delegacia, mas não conseguiu concluir o procedimento porque ele já havia sido feito por Carmem Silvia Magnani, prima de Miguel.
Silvia se apresentou à polícia como responsável pelas decisões sobre o sepultamento e declarou ser a última companheira do médico, afirmando que os dois viviam em união estável.
Essa versão, porém, é contestada na Justiça. Em 2024, Miguel ingressou com uma ação de reintegração de posse contra Silvia, que morava em um imóvel de sua propriedade. O médico venceu o processo em outubro do ano passado.
Na decisão, ficou determinado que Silvia deveria pagar valores retroativos pelo uso do imóvel. Durante o andamento da ação, Miguel também negou a existência de união estável entre os dois.
Ponto central da disputa pela fortuna
É justamente o reconhecimento – ou não – dessa união estável que deve definir o destino do patrimônio de Miguel. Se a Justiça entender que havia união estável, Silvia poderá ter direito a parte ou até à totalidade dos bens.
Se a alegação for rejeitada, a herança tende a ficar com os únicos herdeiros legais: os sobrinhos Andreas e Suzane von Richthofen.
Miguel não deixou filhos, não tinha mais os pais vivos e não possuía outros irmãos além de Marísia, morta pela própria filha. Por isso, a disputa se concentra exclusivamente entre a prima que se declara companheira e os sobrinhos, que reivindicam a herança com base na ordem legal de sucessão.