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A montagem da chapa do PL para o governo do Rio de Janeiro e para o Senado em 2026 passou a ser vista, nos bastidores, como um movimento decisivo para consolidar alianças e palanques no estado — e também como sinalização de um possível arranjo em nível nacional. A articulação com PP e União Brasil acendeu um alerta no PT, que busca ampliar alianças e evitar isolamento na disputa fluminense.
De acordo com apurações divulgadas nesta quinta-feira (26), o PL lançou o secretário estadual de Cidades, Douglas Ruas, como candidato ao Palácio Guanabara, tendo o prefeito de Nova Iguaçu, Rogério Lisboa (PP), como vice.
Para o Senado, a composição em discussão inclui o prefeito de Belford Roxo, Márcio Canella (União Brasil), e o governador Cláudio Castro. Nos bastidores, a avaliação é de que a aliança com PP e União Brasil no Rio foi desenhada para “selar” um entendimento mais amplo, voltado à formação de palanques e à construção de uma estratégia nacional.
Chapa do PL a governo e Senado no RJ acende alerta no PT
Foto: crédito: Foto: Rosinei Coutinho/STF
As informações disponíveis até o momento se baseiam em relatos de bastidores e em colunas políticas que detalham negociações e anúncios partidários. Reportagem do Estado de Minas aponta que integrantes do PL defendem que a chapa no Rio tem como objetivo reforçar uma aliança nacional com PP e União Brasil.
Em paralelo, o Senado entrou em 2026 com nova correlação de forças, com o PL como a maior bancada no início do ano eleitoral. Esse quadro amplia o peso estratégico de chapas e alianças montadas a partir do Rio, especialmente na disputa por vagas na Casa.
Há, porém, pontos ainda em aberto: a confirmação formal da chapa — por meio de atas partidárias, convenções e registros eleitorais — e eventuais ajustes de nomes ou posições devem ocorrer apenas mais adiante no calendário de 2026.
Na prática, a formação de uma chapa robusta do PL com PP e União Brasil ao governo e ao Senado no RJ amplia a pressão sobre o PT no estado. A avaliação é que essa composição tende a dificultar a busca petista por alianças com partidos de centro, sobretudo se essas siglas priorizarem um palanque mais alinhado ao bolsonarismo.
Analistas apontam ainda que a chapa do PL mira com mais força o eleitorado fora da capital, com atenção especial ao interior e à Baixada Fluminense. O desenho também busca conter o avanço de adversários sobre PP e União, preservando esse arco de partidos em torno do projeto do PL no Rio, conforme análise publicada no Correio da Manhã.
No Senado, o movimento reforça a centralidade da disputa pelas vagas e pela composição de chapas no estado, num momento em que o PL tenta maximizar sua influência na Casa.
Os próximos passos incluem acompanhar se PL, PP e União Brasil vão divulgar notas e agendas públicas confirmando a engenharia da chapa e os critérios do acordo no Rio. Também está no radar a reação do PT e possíveis iniciativas para buscar neutralidade ou apoio de outras siglas no estado, como vem sendo indicado em apurações do Estado de Minas.
Outro ponto de atenção é a estratégia do PL para o Senado no Rio. Nas próximas semanas, a tendência é que novas sinalizações apareçam, até porque reportagens anteriores já mencionavam negociações em curso e cenários alternativos para a composição da chapa majoritária em 2026.