Governo aumenta Imposto de Importação de mais de mil produtos; veja lista
Resolução Gecex nº 852/2026 reajusta a TEC para 1.252 códigos NCM, com aplicação escalonada entre fevereiro e março e alíquotas que podem chegar a 25% em alguns itens
A inflação dos aluguéis recuou 0,73% em fevereiro, revertendo o avanço de 0,41% observado em janeiro. Os dados são do Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M), calculado pela Fundação Getulio Vargas (FGV).
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Foto: Freepik
No acumulado de 2025, a inflação dos aluguéis registra queda de 0,32%. Já no intervalo de 12 meses, os preços ainda mostram alta de 2,67%. A retração de fevereiro foi influenciada principalmente pelo comportamento das matérias-primas brutas.
A queda de 0,73% ocorre em um cenário de mudança de tendência em relação ao ano anterior. Em fevereiro de 2025, o IGP-M havia subido 1,06% no mês, acumulando variação de 8,44% em 12 meses.
O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) cai 1,18%, índice de maior peso no IGP, registrou forte queda em fevereiro, puxada pelo recuo dos preços de commodities relevantes. No período, minério de ferro (-6,92%), soja (-6,36%) e café (-9,17%) apresentaram retrações expressivas. Os demais componentes do IGP-M também avançaram em ritmo mais contido do que no mês anterior André Braz, economista do Instituto Brasileiro de Economia da FGV (FGV Ibre)
No varejo, segundo o economista, o Índice de Preços ao Consumidor desacelerou com a perda de força das altas nas mensalidades escolares. Na construção civil, a inflação da mão de obra também perdeu fôlego em comparação a janeiro.
O preço das matérias-primas brutas recuou 2,88% em fevereiro, após alta de 0,55% em janeiro. Esse movimento foi um dos fatores mais relevantes para a retração do IGP-M e, consequentemente, para o recuo da inflação dos aluguéis no mês.
A FGV também informou que o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) registrou alta de 0,30% em fevereiro, abaixo da variação de 0,51% apurada em janeiro.
Para calcular o IPC, a FGV acompanha oito classes de despesa. Em fevereiro, cinco grupos mostraram recuo nas taxas de variação, enquanto três registraram aceleração.
Entre as classes que desaceleraram, destacam-se:
Alimentação: a variação passou de 0,66% para 0,17%.
Saúde e cuidados pessoais: desacelerou de 0,60% para 0,12%.
Educação, leitura e recreação: caiu de 1,38% para 0,72%.
Transportes: recuou de 0,71% para 0,53%.
Vestuário: intensificou a deflação, passando de -0,16% para -0,43%.
Já entre os grupos que registraram avanço nas taxas, ficaram:
Habitação: subiu de 0,06% para 0,33%.
Despesas diversas: acelerou de 0,17% para 0,37%.
Comunicação: saiu de 0,00% para 0,01%.