Presidente do Republicanos nega candidatura de Tarcísio ao Planalto e diz que governador é ‘leal a Bolsonaro’

Marcos Pereira afirma que o plano central é a reeleição em São Paulo em 2026 e que uma disputa presidencial só seria cogitada com convergência de centro e direita e aval de Jair Bolsonaro.

26/02/2026 às 14:11 por Redação Plox

O presidente nacional do Republicanos, Marcos Pereira, voltou a rechaçar a possibilidade de o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), disputar a Presidência em 2026, em meio a especulações sobre um nome “alternativo” da direita para a corrida ao Planalto. A sinalização ocorre enquanto o próprio Tarcísio repete em público que não pretende concorrer e que mantém lealdade política ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), hoje inelegível, mas ainda influente no campo conservador.

Deputado Marcos Pereira (Republicanos) SP

Deputado Marcos Pereira (Republicanos) SP

Foto: Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados


Republicanos insiste em Tarcísio focado na reeleição em SP

Ao longo dos últimos meses, declarações de Marcos Pereira e do governador paulista têm sido usadas para conter rumores sobre uma eventual candidatura presidencial. Em março de 2025, o dirigente afirmou que não via “cavalo selado” passando para Tarcísio em 2026, indicando que a sigla não tratava essa hipótese como algo iminente.

Já em novembro de 2025, Pereira ponderou que, “em política, tudo é possível”, mas condicionou qualquer movimento a um apoio amplo das forças de centro e direita e ao aval direto de Bolsonaro. Na prática, o dirigente sinaliza que o Republicanos não pretende romper com o ex-presidente e trabalha com Tarcísio como ativo prioritário em São Paulo.

Em janeiro de 2026, Tarcísio voltou ao centro do debate ao negar intenção de disputar a Presidência e declarar apoio a Flávio Bolsonaro (PL-RJ), reforçando a mensagem de fidelidade ao ex-presidente e ao grupo político bolsonarista.

Lealdade a Bolsonaro como eixo da estratégia

Pelo lado do Republicanos, Marcos Pereira tem repetido que o plano central para Tarcísio é buscar a reeleição ao governo paulista. Uma candidatura ao Planalto só seria cogitada, segundo ele, em cenário de forte convergência entre partidos de centro e direita e com apoio explícito de Bolsonaro.

O próprio Tarcísio, em declarações registradas pela imprensa, afirma permanecer “leal” ao ex-presidente e indica que, no cenário atual, seu apoio está direcionado a Flávio Bolsonaro como nome do campo bolsonarista para a disputa nacional. A mensagem pública é de alinhamento e continuidade com o bolsonarismo, não de substituição.

Efeitos em São Paulo, na direita e no eleitorado

Em São Paulo, a insistência de Tarcísio em afastar a hipótese de concorrer ao Planalto tende a reduzir incertezas sobre uma eventual renúncia ao governo para entrar na disputa presidencial. Isso permite manter o foco no projeto de reeleição e na montagem de alianças estaduais.

No tabuleiro nacional da direita em 2026, as falas do presidente do Republicanos funcionam como um freio à busca por um “plano B” fora do núcleo bolsonarista. A sigla evita se apresentar como alternativa autônoma e preserva a sintonia com Bolsonaro, o que impacta negociações com outras legendas e a formação de palanques no Sudeste, especialmente em São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro.

Para o eleitor, o recado é que, ao menos por ora, Tarcísio não se coloca como candidato à Presidência. O debate segue concentrado em quem herdará — ou não — o capital político acumulado por Bolsonaro.

Próximos movimentos para 2026

A tendência é que o Republicanos continue calibrando o discurso: manter Tarcísio como principal ativo eleitoral do partido, com foco na disputa em São Paulo, e, ao mesmo tempo, preservar pontes com o bolsonarismo para 2026.

O tema deve voltar à pauta à medida que pesquisas eleitorais avancem, outros governadores se movimentem como potenciais presidenciáveis e o PL defina sua estratégia e candidatura nacional. Enquanto isso, permanece em apuração a forma exata como a ideia de lealdade a Bolsonaro é expressa por Marcos Pereira e por Tarcísio, já que o registro literal de frases específicas depende de vídeos, entrevistas ou transcrições completas.

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