Prova de vida do INSS em 2026: quem precisa fazer e como funciona a confirmação automática

Procedimento segue anual para benefícios de longa duração, mas desde 2023 o INSS prioriza o cruzamento de dados; segurado só deve agir se for notificado pelos canais oficiais.

26/02/2026 às 10:51 por Redação Plox

A prova de vida do INSS continua em vigor em 2026, mas, desde 2023, o procedimento passou a ser feito prioritariamente de forma automática, por cruzamento de dados em bases públicas e parcerias. Na prática, o beneficiário não é mais obrigado, como regra, a ir ao banco ou a uma agência apenas para essa finalidade — embora ainda possa ser chamado a regularizar a situação em casos específicos.

O aplicativo Meu INSS e o cartão da Previdência Social simbolizam a modernização e a digitalização dos serviços para beneficiários.

O aplicativo Meu INSS e o cartão da Previdência Social simbolizam a modernização e a digitalização dos serviços para beneficiários.

Foto: crédito: Divulgação/ Gov.br


Como mudou a prova de vida do INSS

Nos últimos anos, o INSS alterou o modelo tradicional da prova de vida. Em vez de exigir o comparecimento anual de aposentados e pensionistas às agências bancárias, o instituto passou a confirmar a prova de vida por meio de interações do cidadão com órgãos públicos e instituições parceiras, como registros de atendimentos, uso de biometria e atualizações cadastrais.

De acordo com o próprio INSS, a prova de vida não foi suspensa: o que mudou foi a forma de comprovação, agora baseada em batimento de informações. Em paralelo, o governo federal publicou atos que, em determinados períodos, suspenderam o bloqueio de pagamentos por falta de prova de vida, reforçando que a checagem é responsabilidade do instituto e que o cidadão só deve tomar alguma providência quando for orientado pelos canais oficiais.

Quem precisa fazer prova de vida em 2026

A regra geral apontada pelo INSS é que a prova de vida continua sendo anual e se aplica a benefícios ativos de longa duração, como aposentadorias e pensões. Também vale para benefícios por incapacidade com duração superior a um ano.

Por outro lado, o procedimento não se aplica, em regra, a benefícios de curta duração (com tempo inferior a um ano) nem a benefícios concedidos há menos de um ano. Entre os exemplos citados pelo INSS estão salário-maternidade e seguro-defeso.

Em 2026, portanto, a prova de vida do INSS segue obrigatória para quem recebe benefícios de longa duração, mas a verificação tende a ser feita automaticamente, sem deslocamento, para a maior parte dos segurados.

Como funciona a checagem automática em 2026

Desde 2023, a prova de vida do INSS: quem precisa fazer em 2026 e como funciona gira em torno do cruzamento de dados. O instituto utiliza bases governamentais e informações de entidades parceiras para confirmar que o beneficiário está vivo, dispensando a ida ao banco “apenas” para essa finalidade.

Entre as interações que podem contar para esse batimento de dados, o INSS lista, por exemplo:

  • Acesso ao Meu INSS com selo ouro;
  • Saque ou recebimento do benefício com biometria;
  • Empréstimo consignado contratado com biometria;
  • Atendimento em agência do INSS;
  • Perícia médica feita pelo instituto;
  • Atualização do CadÚnico, quando realizada pelo responsável familiar.

Outro ponto relevante é a referência de tempo. O INSS informa que o controle deixou de ser, como regra operacional, “no mês de aniversário”. Agora, considera-se o marco da última prova de vida processada, e o instituto tem um período — citado como 10 meses — para localizar interações suficientes nas bases e processar a nova comprovação.

Quando o beneficiário precisa agir

Na maior parte dos casos, o segurado não precisa tomar nenhuma iniciativa específica: se o INSS conseguir encontrar interações válidas nas bases de dados nesse intervalo, a prova de vida é confirmada automaticamente.

Se, porém, o instituto não localizar o beneficiário nas bases, poderá haver notificação pelos canais oficiais, como o aplicativo ou site Meu INSS, a Central 135 e, eventualmente, a instituição pagadora. Nessa comunicação, o órgão orienta sobre como regularizar a situação.

Mesmo não sendo obrigatório, quem preferir pode realizar a prova de vida voluntariamente pelo Meu INSS ou na rede bancária em que recebe o benefício, seguindo as instruções oficiais disponíveis.

Cuidados com golpes envolvendo prova de vida

Em meio às mudanças, o INSS chama a atenção para tentativas de fraude ligadas à prova de vida. O órgão destaca que não envia servidores à residência do beneficiário para realizar o procedimento e alerta para golpes com uso de crachás e mensagens falsas para coletar dados pessoais e bancários.

Para se proteger, a orientação é desconfiar de visitas não agendadas, pedidos de documentos ou de envio de informações por meios não oficiais e, em caso de dúvida, confirmar sempre a situação pelo Meu INSS ou pela Central 135 antes de fornecer qualquer dado.

Impactos práticos para quem recebe benefícios

Para a maioria dos beneficiários em 2026, a principal consequência é que não será necessário ir ao banco apenas para fazer prova de vida. A recomendação é acompanhar regularmente o status do benefício no Meu INSS ou pela Central 135 e só adotar medidas adicionais se houver orientação expressa do instituto.

Entre quem tem pouca interação com serviços públicos ou bancários, aumenta a chance de o INSS não encontrar registros suficientes, o que pode levar a notificações para regularização. Nessas situações, o caminho costuma ser realizar a comprovação pelos canais indicados: Meu INSS, banco pagador ou atendimento direto nas unidades do INSS.

Em caso de suspeita de golpe, a checagem também deve ser feita exclusivamente pelos canais oficiais, mantendo atenção redobrada a pedidos de informações pessoais que não tenham sido confirmados pelo aplicativo, site ou pela Central 135.

Como acompanhar a prova de vida em 2026

Quem quiser verificar sua situação em 2026 pode:

  1. Consultar, no Meu INSS (aplicativo ou site), a data da última confirmação de vida registrada;
  2. Ligar para a Central 135 e pedir orientação sobre a necessidade de algum procedimento.

Se houver notificação oficial de pendência, a recomendação é regularizar diretamente pelos canais indicados — Meu INSS, banco pagador ou atendimento do INSS — evitando intermediários.

A matéria seguirá acompanhando se surgem novas portarias com prorrogações ou ajustes em bloqueios e procedimentos ao longo de 2026, já que as regras podem ser alteradas por atos normativos.

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