Matrículas no ensino médio caem 5,4% em 2025 e chegam ao menor nível desde 2020

Censo Escolar divulgado em 26/2 aponta redução de 419 mil estudantes e total de 7,37 milhões; tempo integral avança na rede pública

26/02/2026 às 11:16 por Redação Plox

As matrículas no ensino médio voltaram a cair em 2025 e atingiram o menor patamar desde 2020, de acordo com dados do Censo Escolar divulgados nesta quinta-feira (26/2). A etapa registrou redução de 419 mil estudantes nas redes pública e privada, queda de 5,4% em relação a 2024.


Imagem ilustrativa

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Foto: Freepik


O recuo ocorre após um ano de crescimento. Em 2024, o ensino médio somou 7,8 milhões de matrículas, alta de 1,5% na comparação com 2023. A trajetória, porém, não se sustentou em 2025, quando o total caiu para 7,3 milhões.

Matrículas voltam ao menor nível da série recente

Ao longo dos últimos anos, o ensino médio apresentou oscilações no Censo Escolar. Houve crescimento em 2021 e 2022, queda em 2023, nova alta em 2024 e mais uma retração em 2025, levando o número de matrículas ao menor volume do período analisado.

Evolução das matrículas no ensino médio

2020: 7.550.753

2021: 7.770.557 (+2,91%)

2022: 7.866.695 (+1,24%)

2023: 7.676.743 (−2,41%)

2024: 7.790.396 (+1,48%)

2025: 7.370.879 (-5,38%)

A queda em 2025 ocorre em meio à implementação de políticas voltadas à permanência dos estudantes na escola, como o programa Pé-de-Meia, que tem como objetivo estimular a conclusão do ensino médio.

Ensino médio em tempo integral cresce na rede pública

Apesar da redução no total de matrículas, o ensino médio em tempo integral avançou na rede pública. A jornada ampliada já corresponde a 26,8% das matrículas, o equivalente a 1,7 milhão de estudantes.

Em 2025, o número de alunos em tempo integral na rede pública cresceu 8,4%, com acréscimo de cerca de 130,9 mil matrículas. Na rede privada, o tempo integral representa aproximadamente 11% das matrículas do ensino médio.

Carga horária maior nas escolas de jornada ampliada

As escolas de jornada ampliada costumam ter carga mínima de 7 horas diárias, superior ao modelo parcial, que geralmente oferece cerca de 4 horas de aula por dia. A expansão do tempo integral ocorre em um contexto de queda geral no número de estudantes do ensino médio, evidenciando movimentos distintos na etapa.

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