Dois brasileiros são presos em Portugal após cocaína ser achada em carga de açúcar vinda do Brasil

Investigação aponta cerca de 900 kg de droga escondidos em contêineres que chegaram pelo Porto de Leixões; suspeitos negam participação

26/04/2026 às 09:45 por Redação Plox

Braga, Portugal — Dois brasileiros foram presos em Portugal em uma investigação sobre o envio de cerca de 900 kg de cocaína escondidos em uma carga de açúcar que saiu do Brasil e chegou ao país europeu pelo Porto de Leixões. Os presos foram identificados como Marcelo Sousa Costa e Douglas Soriano Júnior.

A maior já feita pelo Departamento de Investigação Criminal de Braga

Foto: Divulgação



As prisões ocorreram na quinta-feira (23), data em que, segundo a acusação da Procuradoria da República da Comarca de Braga, os dois planejavam retornar ao Brasil. Eles são apontados no caso por crimes ligados a tráfico internacional de drogas e associação criminosa. A defesa nega participação dos brasileiros nos crimes.

Operação, chamada White Sugar

De acordo com a Polícia Judiciária de Portugal, a operação, chamada White Sugar, fiscalizou 10 contêineres de mercadorias provenientes da América do Sul. A cocaína, segundo a autoridade portuguesa, estava dissimulada entre centenas de sacos de açúcar de 50 kg. A ação teve apoio da Autoridade Tributária e Aduaneira.

A investigação teve início no fim de 2025 e apura suspeitas de tráfico de estupefacientes por via marítima, associação criminosa e branqueamento de capitais. Segundo a Polícia Judiciária, o caso envolve uma aparente atividade econômica feita por empresas constituídas em Portugal.

 Criação da empresa Hino da Terra

Marcelo Sousa Costa teria determinado a criação da empresa Hino da Terra, que receberia a carga após o desembarque. A acusação aponta ainda que Douglas Soriano Júnior atuaria no apoio financeiro da estrutura investigada.

A maior já feita pelo Departamento de Investigação Criminal de Braga

A Polícia Judiciária informou que os contêineres seriam levados para um armazém da sociedade importadora depois do processo de desalfandegamento. No local, segundo a autoridade, a droga seria retirada ou reencaminhada. A corporação classificou a apreensão como a maior já feita pelo Departamento de Investigação Criminal de Braga.

Segredo de Justiça

A defesa dos brasileiros afirmou que o processo tramita sob segredo de Justiça e sustenta que eles não têm ligação com a droga apreendida. Os advogados também destacaram que os investigados devem ser tratados como inocentes até decisão definitiva.

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