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Douglas Alves da Silva seguirá preso preventivamente e responderá por feminicídio e tentativa de homicídio, segundo decisão desta segunda-feira (25).
A Polícia Federal realizou, nesta terça-feira (26), uma operação no apartamento do ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro (PL), na Barra da Tijuca. Na ação, agentes cumpriram mandado de busca e apreensão e recolheram dois celulares.
Após a ofensiva, integrantes da cúpula do PL passaram a defender que Castro se antecipe e deixe, o quanto antes, a intenção de disputar uma vaga ao Senado. Dentro do partido, a leitura é que o cenário se deteriorou com as informações reveladas pela investigação e que a continuidade do plano político tornou-se difícil de sustentar.
Agentes cumpriram mandado de busca e apreensão e recolheram dois celulares
Foto: Reprodução TV
Mesmo após ter sido condenado em março pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e, com isso, ficar inelegível, Castro vinha insistindo em manter a candidatura ao Senado, ainda que enfrentasse risco de impugnação. Agora, aliados avaliam que a estratégia perdeu viabilidade diante dos desdobramentos mais recentes do caso.
No centro da preocupação está a ligação do ex-governador com o banqueiro Daniel Vorcaro. De acordo com essa avaliação interna, a permanência de Castro no cenário eleitoral poderia atingir não apenas a chapa ao governo estadual liderada pelo deputado Douglas Ruas, como também trazer desgaste para a pré-candidatura presidencial do senador Flávio Bolsonaro.
Segundo esse diagnóstico, o efeito político seria ampliado porque Flávio Bolsonaro já enfrenta postura defensiva em razão do financiamento de Vorcaro para um filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Uma decisão judicial que retirou o sigilo de uma investigação da PF sobre aplicações do RioPrevidência no Banco Master afirma que a relação pessoal entre Vorcaro — descrito no documento como preso — e Cláudio Castro teria pesado para viabilizar investimentos bilionários que o Ministério Público considera irregulares.
A relação de Daniel Bueno Vorcaro e Cláudio Bomfim de Castro e Silva trazida aos autos ultrapassou o mero contato institucional, alcançando indícios concretos da ocorrência de tratativas ilícitas que viabilizaram a captação de um total de R$ 3.691.000.000,00 em investimentos no Banco Master, somando-se os montantes aplicados em fundos e Letras Financeiras.
Conforme o documento obtido pela TV Globo, a apuração indica que recursos do fundo de previdência dos servidores estaduais foram direcionados a Letras Financeiras e a fundos vinculados ao Banco Master em desacordo com a política de investimentos do RPPS e com exigências regulatórias.
A decisão também descreve um suposto conjunto de práticas para viabilizar o esquema, incluindo mudanças intencionais em rotinas internas, credenciamentos tidos como meramente formais, falta de análises técnicas, concentração considerada excessiva de risco e a utilização de intermediários para elevar comissões e ocultar pagamentos de vantagens indevidas.