PF e CGU cumprem 31 mandados na Operação Sem Desconto e apuram descontos no INSS
Com aval do STF, nova fase investiga suposto esquema nacional de descontos associativos sem autorização em aposentadorias e pensões; não houve prisões nesta etapa.
O Governo do Distrito Federal, a União e representantes de órgãos federais avançaram, nesta terça-feira (26), em uma conciliação no Supremo Tribunal Federal para tentar viabilizar uma operação de crédito destinada ao Banco de Brasília (BRB). A audiência foi conduzida pelo ministro Luiz Fux e discutiu uma saída financeira para a instituição, que enfrenta crise relacionada ao caso Banco Master.
A proposta em análise envolve um empréstimo de até R$ 6,6 bilhões junto ao Fundo Garantidor de Crédito (FGC). Segundo o ministro da Fazenda, Dario Durigan, o desenho da operação ainda depende de tratativas nesta semana e prevê garantias de bancos, além de contragarantias do GDF.
Socorro bilionário ao BRB avança no STF após crise ligada ao Banco Master
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O ponto central da discussão é a capacidade de pagamento do Distrito Federal, conhecida como Capag. A classificação atual limita o acesso do GDF a operações de crédito com garantia da União e, segundo a ação apresentada ao STF, dificulta o socorro financeiro ao BRB.
Na prática, o governo local pediu que a nota atribuída ao DF não impeça a análise da operação voltada à recuperação do banco. A União, por sua vez, sinalizou disposição para discutir uma flexibilização dos critérios ligados ao plano fiscal do Distrito Federal, sem que isso dispense a apresentação de garantias e compromissos futuros.
O BRB passou a ser pressionado após operações envolvendo ativos do Banco Master, instituição liquidada pelo Banco Central em novembro de 2025. As transações são alvo de investigação da Polícia Federal na Operação Compliance Zero, que apura suspeitas de crimes financeiros, corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa.
O GDF argumenta, no processo, que a continuidade do BRB é relevante para a economia local e para serviços públicos do Distrito Federal, já que o banco atua no pagamento de servidores, programas sociais e movimentação de recursos públicos. A dimensão exata do impacto financeiro ainda depende de apurações e ajustes contábeis.
As partes devem voltar ao STF na quinta-feira (28), quando a conciliação pode avançar para a definição das condições da operação. Até lá, seguem em negociação as garantias, os limites fiscais e a forma de estruturação do crédito que poderá ser usado para recompor a situação financeira do banco.