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Defesa de Mário Frias nega uso de emendas em filme sobre Bolsonaro e pede arquivamento no STF.
Foto: Câmara dos Deputados
O caso trata de uma apuração preliminar sobre a destinação de R$ 2 milhões em emendas de Frias para entidades ligadas a Karina Ferreira da Gama, produtora vinculada à Go Up Entertainment, responsável pela realização de Dark Horse. Segundo a defesa, os recursos foram direcionados a projetos sociais nas áreas de inclusão digital, empreendedorismo e esporte, e não à produção cinematográfica.
Na manifestação, Frias afirma que um exame técnico da Câmara dos Deputados não identificou irregularidades na apresentação das emendas e apontou compatibilidade entre os objetos previstos e os planos de trabalho. O parecer da advocacia da Câmara, porém, ressalta que a fase de prestação de contas ainda está em andamento e que cabe às entidades beneficiárias demonstrar a correta aplicação dos recursos públicos.
Na manifestação, Frias afirma que um exame técnico da Câmara dos Deputados não identificou irregularidades na apresentação das emendas.
Foto: Câmara dos Deputados.
A apuração foi aberta após pedido da deputada Tabata Amaral (PSB-SP), que apontou suspeita de execução irregular de emendas para ONGs e projetos culturais. Na representação, a parlamentar levantou a hipótese de que entidades e empresas formalmente distintas funcionariam sob comando comum, o que, segundo ela, poderia dificultar a rastreabilidade dos recursos.
Tabata Amaral acionou o Supremo.
Foto: Câmara dos Deputados.
A produção de Dark Horse ganhou repercussão após a divulgação de informações sobre pedido de recursos ao banqueiro Daniel Vorcaro para custear o filme. De acordo com a Agência Brasil, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) negou ter combinado vantagem indevida e afirmou que os valores discutidos eram privados. A produtora Karina Ferreira da Gama também negou à Folha ter recebido recursos de Vorcaro para o projeto.
Até o momento, não há decisão final sobre eventual irregularidade na aplicação das emendas. A defesa sustenta que não existe prova de desvio para qualquer produção cinematográfica, enquanto a apuração conduzida no STF busca esclarecer a destinação dos recursos e a relação entre as entidades beneficiadas e a produtora do filme.