Defesa de Mário Frias nega uso de emendas em filme sobre Bolsonaro e pede arquivamento no STF

Apuração preliminar analisa destinação de R$ 2 milhões a entidades ligadas à produtora responsável por “Dark Horse”; prestação de contas ainda está em andamento.

26/05/2026 às 08:14 por Redação Plox

A defesa do deputado federal Mário Frias (PL-SP) negou ao Supremo Tribunal Federal que emendas parlamentares indicadas pelo congressista tenham sido usadas para financiar o filme Dark Horse, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Em manifestação enviada ao ministro Flávio Dino, relator do caso, o parlamentar pediu o arquivamento da apuração e classificou a suspeita como “falsa”, “difamatória” e sem prova nos autos


Defesa de Mário Frias nega uso de emendas em filme sobre Bolsonaro e pede arquivamento no STF.

Foto: Câmara dos Deputados


Apuração envolve R$ 2 milhões em emendas

O caso trata de uma apuração preliminar sobre a destinação de R$ 2 milhões em emendas de Frias para entidades ligadas a Karina Ferreira da Gama, produtora vinculada à Go Up Entertainment, responsável pela realização de Dark Horse. Segundo a defesa, os recursos foram direcionados a projetos sociais nas áreas de inclusão digital, empreendedorismo e esporte, e não à produção cinematográfica.

Defesa cita parecer da Câmara

Na manifestação, Frias afirma que um exame técnico da Câmara dos Deputados não identificou irregularidades na apresentação das emendas e apontou compatibilidade entre os objetos previstos e os planos de trabalho. O parecer da advocacia da Câmara, porém, ressalta que a fase de prestação de contas ainda está em andamento e que cabe às entidades beneficiárias demonstrar a correta aplicação dos recursos públicos


Na manifestação, Frias afirma que um exame técnico da Câmara dos Deputados não identificou irregularidades na apresentação das emendas.

Foto: Câmara dos Deputados.


Tabata Amaral acionou o Supremo

A apuração foi aberta após pedido da deputada Tabata Amaral (PSB-SP), que apontou suspeita de execução irregular de emendas para ONGs e projetos culturais. Na representação, a parlamentar levantou a hipótese de que entidades e empresas formalmente distintas funcionariam sob comando comum, o que, segundo ela, poderia dificultar a rastreabilidade dos recursos


Tabata Amaral acionou o Supremo.

Foto: Câmara dos Deputados.


Filme também entrou na mira por ligação com Vorcaro

A produção de Dark Horse ganhou repercussão após a divulgação de informações sobre pedido de recursos ao banqueiro Daniel Vorcaro para custear o filme. De acordo com a Agência Brasil, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) negou ter combinado vantagem indevida e afirmou que os valores discutidos eram privados. A produtora Karina Ferreira da Gama também negou à Folha ter recebido recursos de Vorcaro para o projeto.

Caso segue no STF

Até o momento, não há decisão final sobre eventual irregularidade na aplicação das emendas. A defesa sustenta que não existe prova de desvio para qualquer produção cinematográfica, enquanto a apuração conduzida no STF busca esclarecer a destinação dos recursos e a relação entre as entidades beneficiadas e a produtora do filme.

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