Dólar sobe a R$ 5,021 e petróleo oscila após novos ataques dos EUA no Irã

Mercados também acompanharam pautas no Congresso, como o adiamento da votação sobre a escala 6x1 e a redução da jornada semanal.

26/05/2026 às 09:54 por Redação Plox

O mercado financeiro começou esta terça-feira (26) atento ao noticiário internacional e às discussões em Brasília. Na abertura, o dólar registrou leve alta de 0,05% e era negociado a R$ 5,0210. O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, inicia as operações às 10h.


Dólar, moeda norte-americana

Dólar, moeda norte-americana

Foto: Free Pik


Operação dos EUA no sul do Irã aumenta incerteza

Investidores repercutem novos ataques dos Estados Unidos no sul do Irã, direcionados a plataformas de lançamento de mísseis e a embarcações que, segundo autoridades americanas, tentavam instalar minas no Estreito de Ormuz. A região é considerada estratégica para o fluxo mundial de petróleo e gás, o que costuma elevar a cautela em momentos de tensão.

De acordo com os militares dos EUA, a ação teve como objetivo proteger as tropas diante do que chamaram de ameaças das forças iranianas. Washington também disse que atuou com moderação por causa do cessar-fogo em vigor.

Do lado iraniano, a reação foi de acusação: o país afirmou que os EUA teriam violado a trégua com bombardeios na província de Hormozgan, no sul. A imprensa iraniana ainda relatou explosões em Bandar Abbas, cidade portuária da região.

Petróleo oscila com temor de escalada e expectativa de acordo

Mesmo com o ambiente militar mais tenso, o mercado segue acompanhando as conversas entre Washington e Teerã. O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, avaliou que um acordo pode “levar alguns dias”, enquanto Donald Trump afirmou que as negociações com o Irã estavam indo “bem”.

No petróleo, os preços operavam em direções opostas. Por volta das 8h45 (de Brasília), o Brent avançava 2,4%, a US$ 98,50, enquanto o WTI recuava 4,7%, para US$ 92,04. Apesar da alta do Brent nesta terça-feira, as cotações permanecem abaixo dos níveis superiores a US$ 120 vistos no fim de abril, quando o temor em torno do conflito se intensificou.

Congresso no radar: jornada de trabalho e pauta no Senado

No Brasil, a atenção também se volta ao Legislativo. Foi adiada a votação da proposta que prevê o fim da escala 6x1 e a redução da jornada semanal para 40 horas, sem diminuição de salário.

Além disso, no Senado, a Comissão de Assuntos Econômicos analisa nesta terça-feira um projeto voltado à renegociação de dívidas do agronegócio. Já a Comissão de Segurança Pública discute regras relacionadas à lavagem de dinheiro.

Wall Street em alta nos futuros; Europa recua e Ásia fecha sem direção única

No exterior, com o retorno do feriado nos Estados Unidos, os futuros em Wall Street indicavam abertura positiva. Perto das 9h30 (horário de Brasília), o Dow Jones futuro subia 0,53%, o S&P 500 avançava 0,67% e o Nasdaq ganhava 1,09%.

Na Europa, o tom era mais defensivo: o STOXX 600 caía 0,2%. Entre os principais índices, o DAX (Alemanha) recuava 0,7%, aos 25.214,08 pontos, e o CAC 40 (França) perdia 0,9%, aos 8.187,07 pontos. Na contramão, o FTSE 100 (Reino Unido) subia 0,7%, a 10.540,40 pontos.

Na Ásia, os mercados encerraram o pregão sem direção única. O SSEC, em Xangai, caiu 0,17% (4.145 pontos), enquanto o CSI300 avançou 0,53% (4.947 pontos). Em Hong Kong, o Hang Seng cedeu 0,03% (25.599 pontos). No Japão, o Nikkei recuou 0,25%, aos 64.996 pontos.

Indicadores: desempenho recente de dólar e Ibovespa

Dólar: acumulado da semana em -0,19%; do mês em +1,35%; e do ano em -8,57%.

Ibovespa: acumulado da semana em +0,91%; do mês em -5,07%; e do ano em +10,36%.

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