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Uma operação de fiscalização ambiental promovida pela Prefeitura de Cabo Frio, na Região dos Lagos, na manhã desta terça-feira (26), encontrou indícios de desmatamento e construções em situação irregular dentro de áreas de preservação do município.
Equipes de fiscalização atuam em área de proteção ambiental em Cabo Frio
Foto: Ygor Santos/Prefeitura de Cabo Frio
A vistoria foi realizada nos morros do Mico e do Telégrafo, locais que estão na área de influência do Parque Estadual da Costa do Sol. Participaram da ação equipes de secretarias municipais, com apoio da Guarda Marítima e Ambiental e da Unidade de Policiamento Ambiental (UPAm).
Ação de fiscalização ambiental em Cabo Frio
Foto: Ygor Santos/Prefeitura de Cabo Frio
No Morro do Mico, os agentes apontaram avanço de ocupações em trecho protegido e sinais de supressão de vegetação. Durante a inspeção, foram retiradas cercas consideradas irregulares e foi constatada a existência de um muro construído em área de preservação. O responsável pela intervenção foi notificado.
Já no Morro do Telégrafo, a fiscalização identificou novos pontos de intervenção e imóveis que ultrapassam o limite permitido. Segundo a prefeitura, o local já vinha recebendo atuação conjunta com o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), e também foram encontrados trechos com retirada de vegetação.
Três autos de infração emitidos pelo Iphan foram encaminhados à Secretaria de Meio Ambiente. As ocorrências tratam de construções acima da altura máxima prevista para a região, fixada em nove metros.
De acordo com o secretário de Meio Ambiente, Jailton Nogueira, as áreas vistoriadas demandam atenção devido ao risco ambiental. Ele explicou que a retirada de vegetação pode afetar a estabilidade do solo e elevar a possibilidade de deslizamentos.
Conforme a prefeitura, os moradores estão sendo orientados a procurar a Defesa Civil para avaliação das condições de segurança. O município informou ainda que pretende atuar na recuperação da vegetação nas áreas atingidas.
A fiscalização também registrou risco de instabilidade do solo nos pontos inspecionados, o que, segundo o órgão, reforça a necessidade de acompanhamento técnico.