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Douglas Alves da Silva seguirá preso preventivamente e responderá por feminicídio e tentativa de homicídio, segundo decisão desta segunda-feira (25).
Condenado a quase 126 anos de prisão, Palermo estava na lista de procurados
Foto: Redes sociais
Palermo estava foragido desde abril de 2020, quando deixou o presídio federal de segurança máxima de Campo Grande (MS) após obter prisão domiciliar em decisão assinada pelo então desembargador Divoncir Schreiner Maran, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul. Horas depois de sair da unidade, ele rompeu a tornozeleira eletrônica e desapareceu.
Condenado a quase 126 anos de prisão, Palermo estava na lista de procurados do Sistema Único de Segurança Pública. A prisão foi confirmada por veículos bolivianos com base em informação do vice-ministro de Defesa Social e Substâncias Controladas da Bolívia, Ernesto Justiniano, que atribuiu a captura à cooperação entre equipes bolivianas e brasileiras.
Palermo ficou conhecido nacionalmente por participação no sequestro de um Boeing 737 da antiga Vasp,
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A soltura de Palermo virou alvo de apuração disciplinar no Conselho Nacional de Justiça. Em fevereiro deste ano, o CNJ aplicou aposentadoria compulsória a Divoncir Maran por irregularidades na concessão da prisão domiciliar. O processo apontou que o habeas corpus, com mais de 200 páginas, foi analisado em cerca de 40 minutos e sem laudo médico que comprovasse a necessidade do benefício.
O caso ganhou nova repercussão após reportagem do Fantástico mostrar bastidores da decisão que resultou na saída de Palermo do presídio federal. Segundo a apuração, a expectativa é que ele seja retirado da Bolívia e levado para Corumbá, em Mato Grosso do Sul, mas os trâmites oficiais ainda dependem das autoridades responsáveis.
Palermo ficou conhecido nacionalmente por participação no sequestro de um Boeing 737 da antiga Vasp, em agosto de 2000. A aeronave saiu de Foz do Iguaçu com destino a Curitiba, foi tomada por criminosos e obrigada a pousar em Porecatu, no norte do Paraná. Na ação, a quadrilha roubou malotes do Banco do Brasil com cerca de R$ 5,5 milhões.
Anos depois, ele também foi condenado por tráfico internacional de drogas. Na Operação All In, deflagrada pela Polícia Federal em 2017, Palermo foi apontado como um dos chefes de um esquema que levava cocaína da Bolívia para Corumbá e, depois, para outros estados brasileiros. A investigação resultou na apreensão de 810 quilos da droga.
As autoridades bolivianas informaram que, após a prisão, Palermo foi levado para dependências ligadas à Interpol, onde seriam realizados os procedimentos legais. No Brasil, ele deverá voltar a cumprir as condenações já impostas pela Justiça.