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Douglas Alves da Silva seguirá preso preventivamente e responderá por feminicídio e tentativa de homicídio, segundo decisão desta segunda-feira (25).
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva determinou o envio de ajuda humanitária à Bolívia após conversar por telefone, nesta segunda-feira (25), com o presidente boliviano Rodrigo Paz. O país vizinho enfrenta uma onda de protestos e bloqueios de estradas que tem afetado o abastecimento em diferentes regiões.*
Rodrigo Paz e Lula
Foto: Ricardo Stuckert / PR
Segundo o Palácio do Planalto, Lula manifestou solidariedade ao governo e à população boliviana e defendeu que governo e movimentos sociais evitem a violência, priorizando o diálogo e o respeito às instituições democráticas. A conversa ocorreu em meio à crise política e social que pressiona o governo de Paz.
O Brasil deve enviar alimentos e medicamentos para auxiliar no enfrentamento da escassez. O governo boliviano também pediu apoio logístico com aeronaves da Força Aérea Brasileira para distribuir suprimentos retidos ou dificultados por bloqueios nas estradas; o envio de um cargueiro da FAB está em análise.
A Bolívia vive semanas de instabilidade, com manifestações de trabalhadores, transportadores, mineiros, grupos rurais e outros setores contra medidas econômicas do governo. Parte dos protestos cobra a reversão de medidas de austeridade e respostas para o aumento do custo de vida, enquanto alguns grupos também pedem a renúncia de Rodrigo Paz.
A Reuters informou que os bloqueios têm causado problemas crescentes nas cadeias de abastecimento, com falta de alimentos, combustível e medicamentos em cidades como La Paz e El Alto. O governo boliviano já havia anunciado a abertura de corredores humanitários para permitir a passagem de alimentos, remédios, oxigênio e outros itens essenciais.
Em tentativa de reduzir a pressão popular, Paz anunciou nesta segunda-feira que cortaria pela metade o próprio salário e os vencimentos dos ministros do gabinete. O presidente boliviano, que assumiu o cargo no fim de 2025, defende cortes de gastos e redução de subsídios como medidas necessárias para estabilizar as contas públicas do país.