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Douglas Alves da Silva seguirá preso preventivamente e responderá por feminicídio e tentativa de homicídio, segundo decisão desta segunda-feira (25).
A senadora Soraya Thronicke (PSB-MS) voltou a explicitar sua aproximação com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e disse que ficou de “queixo caído” com a postura do petista.
A declaração foi feita durante evento pelos 36 anos do Assentamento Monjolinho, em Anastácio, no Mato Grosso do Sul, e reforça a nova posição política da parlamentar, eleita em 2018 na onda bolsonarista.
Soraya afirmou que decidiu apoiar Lula por avaliar que o presidente demonstrou
Disse que ficou de “queixo caído” com a postura do petista
Foto: Agencia Senado
“humanidade”e capacidade de articulação institucional.
No discurso, ela também criticou o que chamou de descaso no governo anterior e defendeu que quatro anos seriam insuficientes para reconstruir o país após uma gestão considerada por ela prejudicial.
A mudança chama atenção porque Soraya chegou ao Senado pelo então PSL, mesmo partido de Jair Bolsonaro na eleição de 2018, e construiu o início do mandato ligada ao campo conservador.
Ao longo dos anos seguintes, porém, afastou-se do bolsonarismo, disputou a Presidência da República em 2022 pelo União Brasil e não declarou apoio a Lula nem a Bolsonaro no segundo turno daquele ano.
Atualmente filiada ao PSB, Soraya tem mandato no Senado até janeiro de 2027 e aparece no cadastro oficial da Casa como representante de Mato Grosso do Sul pelo partido.
A parlamentar tenta se viabilizar para a reeleição em 2026 em um cenário de reorganização das alianças estaduais e nacionais.
A aproximação com Lula já vinha sendo sinalizada em entrevistas recentes.
Ao SBT News, Soraya afirmou ter recebido apoio do presidente na disputa pelo Senado em Mato Grosso do Sul e disse que pretende ocupar uma faixa política fora da polarização tradicional entre lulismo e bolsonarismo.
A fala no assentamento consolida uma guinada pública no discurso da senadora às vésperas da corrida eleitoral.
A estratégia, agora, passa por buscar votos em uma chapa alinhada ao governo federal, enquanto adversários devem explorar justamente o contraste entre a eleição de 2018, quando ela se apresentou próxima de Bolsonaro, e a atual defesa da reeleição de Lula.