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Um caso de violência doméstica envolvendo o cantor paraibano João Lima levou à prisão do artista e causou forte repercussão na Paraíba. Ele está detido desde a segunda-feira, após denúncias de agressões contra a ex-esposa, a médica e influenciadora Raphaella Brilhante.
A vítima relata que as agressões começaram ainda na lua de mel.
Foto: Reprodução / Redes sociais.
Imagens de câmeras de segurança registraram episódios de violência que, segundo o processo, incluíram socos, apertos na mandíbula e tentativas de silenciar a vítima durante as agressões.
De acordo com os relatos de Raphaella, o relacionamento começou com ciúme excessivo e controle rígido da rotina, que teriam evoluído para agressões físicas. Ela afirma que não podia sair sozinha, nem mesmo ir à academia sem avisar, e era constantemente questionada sobre seus horários e deslocamentos.
A vítima relatou que o primeiro episódio de agressão ocorreu apenas cinco dias após o casamento, ainda durante a lua de mel. Em janeiro, ao tentar se afastar do cantor, ela afirma ter sido novamente agredida, desta vez no apartamento dos pais, em Cabedelo.
Segundo os autos, João Lima chegou a entregar uma faca à ex-esposa, dizendo que ela deveria se machucar. Raphaella contou à polícia que temeu pela própria vida e pela segurança da filha de quatro anos.
O processo também reúne áudios em que o cantor alega não se lembrar das agressões, enquanto a vítima descreve a dor física causada por socos e tapas registrados nos episódios denunciados.
Diante das evidências apresentadas, a Justiça decretou a prisão preventiva de João Lima e concedeu medidas protetivas em favor de Raphaella. As determinações incluem a proibição de aproximação da vítima e de seus familiares, com distância mínima de 300 metros em qualquer circunstância.
Na manhã de segunda-feira, o cantor se apresentou à Polícia Civil e, em seguida, foi encaminhado ao presídio do Róger, em João Pessoa. João Lima é neto do forrozeiro Pinto do Acordeon, figura conhecida no cenário musical nordestino.
O pai do cantor, deputado estadual Cicinho Lima, se manifestou nas redes sociais, pedindo perdão à vítima, repudiando as agressões atribuídas ao filho e declarando que a família não compactua com atos de violência, além de prestar solidariedade a Raphaella e aos seus familiares.
O caso continua sob investigação pelas autoridades competentes na Paraíba.
Casos de violência contra a mulher podem e devem ser denunciados. As vítimas, testemunhas ou qualquer pessoa que tenha conhecimento de situações de agressão podem acionar o 197, o 180 ou o 190 em casos de emergência imediata.