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A Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) lidera o ranking das estatais com maior volume de dívida garantida pelo Tesouro Nacional. Com R$ 10 bilhões em empréstimos, a estatal responde por 77,6% de todas as operações de crédito que têm o Tesouro como fiador.
Empresa fez empréstimo de R$ 12 bilhões em dezembro de 2025 para saldar dívidas. Financiamento tem prazo de 15 anos
Foto: © Marcelo Camargo/Agência Brasil
Os dados constam no Relatório Quadrimestral de Operações de Crédito Garantidas (RQG) do terceiro quadrimestre de 2025, divulgado nesta terça-feira (27/1) pelo Tesouro Nacional.
Em 2025, os Correios contrataram o maior empréstimo avalizado pelo Tesouro Nacional, no valor total de R$ 12 bilhões, destinado ao pagamento de obrigações em atraso da estatal, como salários, precatórios e outras dívidas. O relatório do Tesouro, porém, considera como garantidos R$ 10 bilhões desse montante.
O contrato foi assinado no fim de dezembro com um consórcio de cinco bancos: Bradesco, Itaú, Santander, Caixa e Banco do Brasil. O acordo tem prazo de 15 anos, com vencimento em 2040.
Além dos Correios, outras duas estatais federais possuem empréstimos com garantia da União, por meio do Tesouro Nacional. A Eletronuclear detém o segundo maior volume, com R$ 2,679 bilhões, o que representa 0,8% das garantias totais. Na terceira posição aparece a Eletrobrás, com R$ 197,3 milhões, equivalente a 0,1% das garantias.
Ao todo, o Tesouro avaliza R$ 12,87 bilhões em empréstimos para estatais. Somente os R$ 10 bilhões dos Correios correspondem a 77,7% desse total.
O aval do Tesouro Nacional para a operação foi condicionado à apresentação de um plano de reestruturação da empresa. Entre as medidas previstas, estão cortes de gastos e aumento de receitas, com a meta de que a estatal volte a registrar lucro em 2027.
O plano inclui um programa de demissão voluntária para 15 mil trabalhadores, sendo 10 mil em 2026 e 5 mil em 2027. Também está previsto o fechamento de mil agências dos Correios e a ampliação de parcerias com o setor privado.
O endividamento público federal conta atualmente com 1.319 operações de crédito garantidas pela União, das quais 190 foram assinadas em 2025.
De acordo com o relatório do Tesouro, o saldo devedor das garantias concedidas pela União em operações de crédito somou R$ 336,65 bilhões ao fim do terceiro quadrimestre de 2025. Desse total, R$ 153,33 bilhões correspondem a operações internas (45,5%) e R$ 183,32 bilhões a operações externas (54,5%).
Os estados concentram a maior fatia das garantias, com 68,6% do saldo devedor (R$ 230,99 bilhões). Em seguida aparecem os municípios, com 17,5% (R$ 59,02 bilhões), os bancos federais, com 7,2% (R$ 24,34 bilhões), e as estatais federais, com 3,8% (R$ 12,88 bilhões).
Entre os entes subnacionais, os estados com maior valor em operações de crédito garantidas pelo Tesouro são:
São Paulo: R$ 38,053 bilhões
Rio de Janeiro: R$ 28,044 bilhões
Bahia: R$ 19,385 bilhões
Ceará: R$ 16,706 bilhões
Minas Gerais: R$ 16,466 bilhões
De 2016 a 2025, a União teve de honrar R$ 86,002 bilhões em garantias de empréstimos de estados que não cumpriram com os pagamentos. Os maiores volumes foram:
Rio de Janeiro: R$ 45,150 bilhões
Minas Gerais: R$ 22,995 bilhões
Goiás: R$ 6,657 bilhões
Rio Grande do Sul: R$ 5,395 bilhões
Maranhão: R$ 1,509 bilhão
No mesmo período, de 2016 a 2025, a União também honrou R$ 518,5 milhões em garantias relacionadas a dívidas de municípios.