Homem é preso ao retirar encomenda com remédio do Paraguai em Ipatinga (MG)
Polícia Militar apreendeu 21 frascos de tirzepartida, medicamento para controle de diabetes de fabricante não homologado, após alerta da diretoria do presídio
O delegado-geral da Polícia Civil de Santa Catarina (PCSC), Ulisses Gabriel, adotou o cachorro Caramelo, que foi jogado no mar por adolescentes em uma praia de Florianópolis (SC).
O delegado Ulisses Gabriel, decidiu cuidar do cachorro. O cão Orelha sofreu lesões graves e teve de ser submetido à eutanásia
Foto: Reprodução
Além da investigação sobre a morte do cão Orelha, a Polícia Civil apura se os adolescentes também teriam tentado matar Caramelo por afogamento no mar. Os casos colocaram em evidência a violência contra animais praticada por menores na região.
De acordo com a Polícia Civil, os investigadores avaliam se há relação entre os episódios envolvendo Orelha e Caramelo e se os crimes foram cometidos pelos mesmos adolescentes.
O caso Caramelo conta com registro em vídeo, enquanto o de Orelha se baseia em outros tipos de prova. As apurações reúnem imagens, depoimentos de testemunhas e elementos técnicos para definir a responsabilidade dos suspeitos.
Em 16 de janeiro, a Polícia Civil foi informada sobre o caso de Orelha. Moradores da região relataram o desaparecimento do cão e, dias depois, ele foi encontrado por um de seus cuidadores, ferido e agonizando.
O animal não resistiu aos ferimentos e precisou ser submetido à eutanásia. Quatro adolescentes foram identificados como suspeitos de maus-tratos, com base em imagens de câmeras de segurança e em depoimentos colhidos pela polícia.
Se a participação dos adolescentes for confirmada, eles responderão por ato infracional, conforme estabelece o Estatuto da Criança e do Adolescente. As medidas socioeducativas vão de advertência e prestação de serviços à comunidade até liberdade assistida e, em situações excepcionais, internação.
Orelha vivia há anos na Praia Brava e era cuidado de forma informal por moradores da região. O cachorro se tornou uma figura conhecida no local, recebendo alimentação, abrigo e atenção de frequentadores e vizinhos.
Os investigadores apuram se um caso estaria relacionado ao outro e se os crimes foram cometidos pelos mesmos adolescentes.
Foto: Reprodução
Organizações e associações locais também passaram a homenagear o animal, que se transformou em símbolo da mobilização contra maus-tratos e da defesa dos direitos dos animais na comunidade.