Inmet alerta para chuvas intensas em 24 estados; Minas está em “grande perigo”
Frente fria no oceano e atuação da ZCIT devem manter a sexta (27/2) com precipitações volumosas em grande parte do país, enquanto o Sul tende a ter tempo mais firme.
Um fotógrafo autônomo, de 30, anos foi preso preventivamente pela Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), suspeito de cometer crimes contra a dignidade sexual em cidades do Vale do Aço. O mandado de prisão é resultado de uma investigação que ganhou impulso após relatos de abusos divulgados em redes sociais. Até o momento, foram identificadas 15 vítimas, sendo 11 em Coronel Fabriciano, três em Timóteo e uma em Ipatinga. A maioria delas tem entre 13 e 18 anos. O PLOX acompanhou a entrevista coletiva sobre a prisão do suspeito. Confira na Live.
Mesmo nos casos em que as vítimas possam ser maiores de idade, a prática de relação sexual sem consentimento é considerada crime.
O investigado responde por suspeita de exploração sexual e violação sexual mediante fraude (CP 218-B), corrupção de menores (Art. 244 do ECA) e armazenamento de pornografia infantojuvenil (Art. 241). Ele não possuía antecedentes criminais e se apresentou na Delegacia de Polícia Civil em Coronel Fabriciano, acompanhado de advogado, nesta sexta-feira (27/2).
Foto: Stella Dutra / PLOX
De acordo com as apurações, o suspeito atraía as vítimas com a promessa de ensaios fotográficos profissionais, sob o argumento de que isso poderia aumentar o engajamento delas nas redes sociais. A partir daí, os investigadores identificaram um padrão na forma de atuação.
Em um primeiro momento, ele abordava as jovens oferecendo seu portfólio profissional como fotógrafo. Em seguida, iniciava um processo de indução ao erotismo, convencendo-as a posarem para fotos sensuais. Na etapa final, segundo a investigação, o homem partiria para o abuso e a exploração sexual.
Há indícios de uso de drogas durante os ensaios, bem como de ameaças de divulgação das imagens íntimas para coagir as vítimas e manter o controle sobre elas.
A investigação conduzida pela Polícia Civil ainda está em estágio inicial. As autoridades trabalham com a hipótese de existência de uma rede de pedofilia e não descartam o envolvimento de outros homens nos crimes sob apuração.
A formalização das denúncias é apontada como peça-chave para o avanço das investigações. As vítimas são orientadas a não se limitar aos relatos feitos em redes sociais e a comparecer à delegacia para registrar oficialmente os fatos, contribuindo para o esclarecimento completo do caso e a responsabilização dos suspeitos.
Foto: Stella Dutra / PLOX