Lula faz manobra com ministro para mudar placar da CPMI do INSS que pede prisão de Lulinha

Decreto publicado em edição extra do DOU permite retorno temporário de Carlos Fávaro ao Senado e pode influenciar placar da comissão que analisa relatório com pedidos de indiciamento e prisões preventivas.

27/03/2026 às 22:31 por Redação Plox

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva exonerou nesta sexta-feira (27) o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, em decreto publicado em edição extra do Diário Oficial da União. 


Lula exonera o ministro

Lula exonera o ministro

Foto: Presidência dá República



Com a saída temporária do ministério, Fávaro reassume a cadeira no Senado em meio à reta final da CPMI do INSS, que analisa o relatório final apresentado pelo deputado Alfredo Gaspar (União Brasil-AL).

A mudança altera a composição da comissão no momento em que o colegiado discute um parecer que pede o indiciamento de 216 pessoas por suspeitas ligadas a fraudes em descontos associativos e empréstimos consignados. Entre os citados no relatório está Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente.

Segundo a CNN Brasil e outros veículos, a volta de Fávaro ao Senado foi articulada para reforçar a posição do governo na votação e ampliar a resistência ao relatório. A movimentação também retira da vaga a senadora Margareth Buzetti (PP-MT), suplente que vinha atuando no lugar de Fávaro e que se manifestou contra a troca.

O relatório da CPMI, com mais de 4 mil páginas, também pede ao Supremo Tribunal Federal a prisão preventiva de 21 pessoas e aponta suspeitas sobre agentes públicos, empresários e ex-dirigentes ligados ao caso. A defesa de Lulinha afirmou ter recebido com indignação a inclusão do nome dele nas conclusões da comissão e atribuiu a medida ao caráter eleitoral da investigação, segundo relatos publicados nesta sexta-feira.

Nos bastidores, a leitura política é óbvia: a exoneração não muda o conteúdo do relatório, mas interfere no placar da comissão.

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