Irmão diz que estudante morta a facadas mantinha amizade com ex, suspeito do crime
Julia Vitoria Sobierai Cardoso, de 23 anos, foi assassinada em Cidade do Leste; Ministério Público paraguaio deve pedir captura internacional de Vitor Rangel Aguiar, que segue foragido
27/04/2026 às 08:06por Redação Plox
27/04/2026 às 08:06
— por Redação Plox
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O irmão de Julia Vitoria Sobierai Cardoso, catarinense assassinada no Paraguai, afirmou que ela e o suspeito do crime, o ex-namorado Vitor Rangel Aguiar, mantiveram amizade após o fim do relacionamento. Segundo Gustavo Sobierai, os dois ficaram juntos por alguns meses. O suspeito está foragido.
Julia tinha 23 anos, era estudante de medicina e foi morta a facadas na sexta-feira (24), em Cidade do Leste. A vítima foi encontrada em um apartamento no bairro Obrero, com ferimentos de faca em diversas partes do corpo.
O corpo foi encaminhado para autópsia em Assunção, capital do Paraguai, e depois liberado. O velório está marcado para 9h15 desta segunda-feira (27), em Navegantes, no Litoral Norte de Santa Catarina.
Julia Vitoria Sobierai Cardoso foi assassinada no Paraguai
Foto: Reprodução/Redes sociais
Reaproximação no Paraguai e novo relacionamento
Julia estudava na Universidad de la Integración de las Américas (Unida). De acordo com o irmão, ela foi ao Paraguai para tentar se reconciliar com um outro rapaz, com quem havia se relacionado ainda em Navegantes, onde morava antes.
Segundo Gustavo, a reconciliação não deu certo após a chegada ao país vizinho. Foi nesse período que, algum tempo depois, ela se envolveu com Vitor.
Conforme o relato do irmão, o relacionamento durou alguns meses, mas a confiança foi quebrada e Julia decidiu não continuar. Ainda assim, os dois seguiram em contato.
Os dois continuaram a amizade. Nesse meio-tempo, estava tudo muito tranquilo, esse rapaz tratava-a muito bem. Ninguém acredita na forma como aconteceu.
Gustavo Sobierai
Mais de 50 facadas, segundo relato do irmão
Gustavo também detalhou o que foi informado à família sobre o dia do crime. Ele disse que, no apartamento, moravam Julia e uma amiga, e que cada uma tinha o próprio quarto.
No dia do assassinato, a amiga estava com o namorado. Segundo Gustavo, foi ele quem ouviu um grito e foi até a porta do quarto de Julia. Ainda de acordo com o irmão, Vitor teria respondido que estava tudo bem.
Mais tarde, a amiga tentou falar com Julia, mas não obteve resposta. Conforme o relato, ela conseguiu acessar o quarto pela porta de vidro da sacada e encontrou o corpo.
Gustavo afirmou que a família recebeu a informação de que o ataque teria ultrapassado 50 facadas, além de estrangulamento e golpes principalmente na região do peito e do pescoço.
Família relata indignação após o crime
O irmão disse que Julia já não mantinha relacionamento com o suspeito e que levava a vida normalmente. Ele também a descreveu como uma pessoa cristã, que ajudava outras pessoas.
Ao comentar o impacto do caso, Gustavo relatou a dor da família diante do assassinato.
Caso é apurado como feminicídio e suspeito segue foragido
Não há informações se vítima e suspeito estavam sozinhos no momento do crime. Vitor também era estudante de medicina.
O Ministério Público paraguaio informou no sábado (25) que deve formalizar em breve um pedido de captura internacional do suspeito. Segundo o órgão, já existe um protocolo de prisão em nível nacional por feminicídio.
De acordo com o que foi divulgado, investigadores contataram o irmão e os pais do acusado e foram recebidos no apartamento pelo irmão dele. O celular do familiar foi apreendido para compor a investigação, que conta com cooperação de autoridades brasileiras e tem como foco a localização do suspeito.