DPU alerta para golpe com falsos defensores públicos federais no WhatsApp
Criminosos usam nome e imagem de defensores para pedir pagamentos indevidos e prometer liberação de valores de processos; instituição reforça que atendimento é gratuito
27/04/2026 às 16:49por Redação Plox
27/04/2026 às 16:49
— por Redação Plox
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A Defensoria Pública da União (DPU) fez um alerta sobre a atuação de criminosos que se passam por defensores públicos federais para enganar pessoas assistidas pela instituição que têm ou tiveram processos ajuizados pelo órgão.
Segundo a DPU, os golpistas entram em contato principalmente pelo WhatsApp e usam nome e imagem de defensores públicos federais para convencer as vítimas a fazer pagamentos indevidos, sob a falsa promessa de liberação de valores relacionados ao processo.
Defensoria Pública da União (DPU) fez um alerta sobre a atuação de criminosos que se passam por defensores públicos federais.
Foto: Divulgação/DPU
Como o golpe funciona
Nas mensagens, os criminosos afirmam que a liberação do dinheiro depende do pagamento de supostos tributos e dívidas. Também aparecem justificativas como custas de cartório e honorários advocatícios.
A abordagem por contatos telefônicos ou mensagens costuma explorar a expectativa por boas notícias, mas inclui pedidos indevidos, como envio de dados bancários ou pagamento de taxas. A DPU reforça que os seus serviços são totalmente gratuitos. As pessoas assistidas pela instituição são isentas do pagamento de qualquer valor em todas as fases do processo
Defensoria Pública da União
Registros recentes e onde ocorreram
O caso mais recente relatado ocorreu em Aracaju. A DPU também informou que houve registros de golpes, nos últimos meses, em Brasília.
Em 2025, as fraudes envolvendo nomes de defensores foram registradas em maior número nas regiões Sul e Sudeste.
Como evitar cair em fraudes
A DPU orienta que, diante de qualquer comunicação atribuída à instituição, a pessoa verifique a veracidade pelos canais de contato já utilizados normalmente ou procure diretamente uma unidade da Defensoria.
A recomendação é não realizar pagamentos por boleto, PIX, depósitos ou cartão de crédito como suposta condição para receber precatórios. De acordo com a DPU, a liberação de valores judiciais ocorre em bancos credenciados, mediante alvará judicial, presencialmente pelo beneficiário ou por advogado com procuração.
Outro ponto é redobrar a atenção a sinais de falsificação, como logomarcas erradas, formatação estranha e erros de português em documentos e mensagens.