Lula corrige fala sobre dupla jornada e diz em Manaus que homens devem “entrar na cozinha” e dividir tarefas

Declaração foi feita durante cerimônia em que Petrobras e Transpetro anunciaram pacote de investimentos no Amazonas, acima de R$ 2,8 bilhões até 2030.

27/05/2026 às 12:32 por Redação Plox

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta quarta-feira (27), em Manaus (AM), que os homens precisam “entrar na cozinha” e dividir os afazeres domésticos com suas companheiras. A declaração foi dada durante uma cerimônia em que Petrobras e Transpetro anunciaram investimentos no Amazonas.

O presidente Lula discursa em Manaus nesta quarta-feira (27)

O presidente Lula discursa em Manaus nesta quarta-feira (27)

Foto: Reprodução/Canal Gov


A fala ocorre um dia após o presidente comentar, ao defender mudanças na jornada de trabalho, que a vida das mulheres seria

mais grave
por somarem o emprego aos cuidados com louça, banheiro e casa. Nesta quarta, Lula retomou o tema ao dizer que a presença feminina em áreas industriais é um sinal de avanço no mercado de trabalho, mas que a divisão das tarefas do lar ainda precisa mudar.

Na agenda no Amazonas, a Petrobras informou que o pacote de investimentos anunciado no estado supera R$ 2,8 bilhões até 2030, com participação de Lula no evento. A cerimônia ocorreu na capital amazonense, em meio a compromissos do governo federal na região.

Desigualdade nas tarefas domésticas

Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que, em 2022, as mulheres dedicaram, em média, 9,6 horas a mais por semana do que os homens aos afazeres domésticos e ao cuidado de pessoas no Brasil — indicador frequentemente citado em debates sobre desigualdade de gênero e “dupla jornada”.

Contexto: debate sobre a escala 6x1 e PEC na Câmara

As declarações de Lula também se conectam ao debate em torno da proposta que discute a redução da jornada de trabalho e o fim da escala 6x1. A comissão especial da Câmara analisa um parecer do deputado Leo Prates (Republicanos-BA) que prevê reduzir a jornada semanal de 44 para 40 horas, sem corte salarial, em prazo de transição após eventual promulgação.

A tramitação segue em discussão na Casa, com expectativa de deliberações ainda nesta semana, a depender do andamento dos trabalhos do colegiado e do plenário.

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