PF e CGU cumprem 31 mandados na Operação Sem Desconto e apuram descontos no INSS
Com aval do STF, nova fase investiga suposto esquema nacional de descontos associativos sem autorização em aposentadorias e pensões; não houve prisões nesta etapa.
Mulheres entre 45 e 64 anos concentram a maior parte das pacientes brasileiras que utilizam cannabis medicinal sob prescrição, segundo levantamento da Blis Data divulgado em referência ao Mês das Mães. O recorte analisou 7.092 mulheres com filhos dentro de uma base de cerca de 70 mil registros de pessoas em tratamento canábico no país.
Mulheres de 45 a 64 anos lideram mercado de cannabis medicinal no país
Foto: Unsplash Elsa Olofsson
O grupo de 55 a 64 anos aparece na liderança, com 28,2% das pacientes analisadas. Em seguida estão as mulheres de 45 a 54 anos, que representam 27,2%. Somadas, essas duas faixas etárias respondem por mais da metade do público feminino mapeado no levantamento. As pacientes de 35 a 44 anos aparecem depois, com 18,7%, enquanto mulheres acima de 65 anos representam 16,3%. As mais jovens, de 18 a 34 anos, somam 9,6%.
A pesquisa também mostra um perfil majoritariamente ativo economicamente: 79,9% das pacientes têm ocupação remunerada e 75,1% afirmam praticar atividade física com regularidade. O Sudeste concentra a maior parte dos registros, com 61,6%, seguido pelo Sul, com 19,7%. As demais regiões também aparecem na base analisada.
Os distúrbios do sono são a principal queixa informada nas consultas, respondendo por 28,9% dos tratamentos. A dor crônica aparece em seguida, com 16,3%. Questões ligadas à saúde mental também têm peso relevante: transtorno de ansiedade representa 14,9% dos casos e depressão, 9,2%.
O levantamento ainda cita fibromialgia, estresse pós-traumático e Transtorno de Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) entre outras condições relatadas pelas pacientes. Os dados, porém, têm caráter descritivo e não servem para comprovar eficácia clínica dos produtos, segundo ressalva feita pelos responsáveis pela plataforma em reportagem sobre o estudo.
Cerca de sete em cada dez mães analisadas combinam produtos derivados da cannabis com medicamentos convencionais. Metade das participantes declarou nunca ter usado cannabis antes de iniciar o tratamento prescrito, o que indica que parte relevante desse público passou a ter contato com a substância apenas por orientação médica.
No Brasil, o acesso legal a produtos derivados de cannabis depende de prescrição de profissional habilitado e deve seguir as regras da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A agência mantém normas para importação por pessoa física, fabricação, pesquisa e regulação de produtos à base de cannabis, dentro das exigências sanitárias vigentes.