PF faz operação contra suspeita de certificados escolares falsos usados para registro de vigilantes em Cabo Frio

Operação Libellum Falsum cumpriu 10 mandados de busca em Cabo Frio (RJ) e Monteiro (PB) após indícios de documentos apresentados para emissão de certificado de vigilante.

27/05/2026 às 11:13 por Redação Plox

A Polícia Federal deflagrou na manhã desta quarta-feira, 27 de maio de 2026, a Operação Libellum Falsum para apurar a suspeita de compra e uso de certificados escolares falsos apresentados no processo de emissão do certificado de vigilante. A ação teve alvos em Cabo Frio, na Região dos Lagos do Rio de Janeiro, e em Monteiro, no interior da Paraíba.

Polícia Federal realizou operações em Cabo Frio em investigação de esquema de emissão de diplomas falsos

Polícia Federal realizou operações em Cabo Frio em investigação de esquema de emissão de diplomas falsos

Foto: Polícia Federal


Segundo a PF, foram cumpridos 10 mandados de busca e apreensão, sendo três em Cabo Frio (RJ) e sete em Monteiro (PB). A investigação mira indícios de falsidade ideológica relacionados a documentos escolares que teriam sido usados para atender exigências de escolaridade mínima na certificação profissional da área de vigilância.

Como a suspeita chegou à PF

De acordo com informações divulgadas pela corporação, o caso começou após uma escola de formação de vigilantes sediada em Cabo Frio apresentar à Polícia Federal em Macaé pedidos de emissão de certificados para alunos que não teriam concluído o ensino fundamental. Os requerimentos, inicialmente, foram negados.

Na sequência, a PF afirma que a mesma escola apresentou declarações de conclusão do ensino médio emitidas por uma instituição privada de Monteiro. O ponto que chamou a atenção dos investigadores foi a mudança rápida de escolaridade declarada: pessoas que antes não apresentavam sequer o fundamental completo passaram a apresentar documentos apontando conclusão do ensino médio em curto intervalo.

Relatos de alunos e atuação do Conselho de Educação

Conforme a Polícia Federal, durante a apuração alguns alunos disseram que os documentos teriam sido providenciados pelo proprietário da escola de vigilantes por meio da instituição paraibana, citando uma suposta modalidade de Educação de Jovens e Adultos (EJA) a distância. Ainda segundo a PF, houve relatos de provas enviadas por celular e realizadas depois das datas que constariam nos certificados, além de pessoas que não souberam explicar como teriam sido avaliadas.

A corporação também informou que uma aluna declarou ter tido um certificado emitido em seu nome sem autorização e sem matrícula, frequência ou realização de provas. O Conselho Estadual de Educação da Paraíba, ainda segundo a PF, apontou que a instituição investigada não tinha autorização para ofertar ensino a distância a alunos de outros estados, realizou inspeção administrativa, identificou irregularidades e suspendeu as atividades.

Crimes investigados

Os investigados podem responder por falsidade ideológica e uso de documento falso, além de outros crimes que eventualmente venham a ser identificados ao longo das apurações. A PF afirmou que, após o caso inicial, outros diplomas emitidos pela mesma instituição também passaram a aparecer em pedidos feitos à unidade responsável na Delegacia da PF em Macaé para emissão de certificado de vigilante.

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