Sobrevivente da Boate Kiss compartilha foto feita minutos antes de incêndio e relembra vítimas
Treze anos após a tragédia em Santa Maria, Delvani Rosso publica imagem registrada cerca de 10 minutos antes do fogo e relata luto, saudade e a escolha de manter viva a memória dos amigos mortos
28/01/2026 às 14:25por Redação Plox
28/01/2026 às 14:25
— por Redação Plox
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Treze anos após o incêndio na Boate Kiss, no Rio Grande do Sul, o sobrevivente Delvani Rosso voltou às redes sociais para relembrar a noite da tragédia. Ele publicou uma foto feita com amigos dentro da boate, cerca de 10 minutos antes de o fogo se alastrar pelo local, em 27 de janeiro de 2013. A imagem, compartilhada nesta terça-feira (27/1), veio acompanhada de um relato de luto e saudade.
Na madrugada de 28 de janeiro de 2013, incêndio ocasionou na morte de 242 pessoas e mais de 600 feridas na Boate Kiss, em Santa Maria (RS)
Foto: Reprodução/Instagram
Dez minutos antes do incêndio. Nenhum de nós sabia que este seria o último registro juntos. Já se passaram 13 anos. Hoje, 27 de janeiro, escolho lembrar da vida que existia aqui — dos sorrisos, da presença, da amizade
Delvani Rosso
Registro de uma noite que terminou em tragédia
Na foto publicada, aparecem jovens segurando cervejas, em clima de diversão. Delvani é o rapaz de camiseta polo escura aberta, em meio ao grupo de amigos que curtia a noite em Santa Maria (RS).
O incêndio na Boate Kiss, na madrugada de 28 de janeiro de 2013, deixou 242 mortos e mais de 600 feridos, tornando-se uma das maiores tragédias já registradas no país. O fogo começou depois que um integrante da banda Gurizada Fandangueira acendeu um artefato pirotécnico no palco. As faíscas atingiram o teto e se espalharam rapidamente pela espuma que revestia o ambiente, produzindo muita fumaça tóxica.
Amigos que morreram e a memória que permanece
Na imagem repostada por Delvani, aparecem sete amigos. Quatro sobreviveram ao incêndio e três morreram na boate. Segundo o relato do sobrevivente, esses amigos “seguem vivos na memória”, em referência ao impacto permanente da perda em sua vida.
Delvani também lembrou os nomes dos colegas que morreram naquela noite e reafirmou o compromisso de manter viva a lembrança deles, relacionando essa memória à forma como escolheu seguir vivendo.
O sobrevivente participou do julgamento que analisou a responsabilidade de réus acusados pelo crime, entre eles integrantes da banda e sócios da boate. Durante as sessões, ele relatou os momentos traumáticos vividos no interior da Kiss, reforçando a dimensão humana da tragédia e o sofrimento das vítimas.
Luta por justiça e reviravoltas no julgamento
O processo judicial envolvendo a Boate Kiss foi marcado por reviravoltas jurídicas e por uma mobilização constante de familiares das vítimas, que seguem em busca de responsabilização e justiça pela morte de seus parentes.
Entre homenagens, lembranças dolorosas e disputas nos tribunais, a tragédia da Boate Kiss permanece como um marco de dor coletiva e de questionamentos sobre segurança, fiscalização e prevenção em casas noturnas no Brasil.