Mãe de corretora assassinada por síndico destrói área de prédio em desespero
Síndico de condomínio confessa homicídio de Daiane Alves Souza, de 43 anos, indica local do corpo e filho é detido por suspeita de participação na ocultação do crime em Goiás
28/01/2026 às 12:57por Redação Plox
28/01/2026 às 12:57
— por Redação Plox
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A confirmação da morte da corretora Daiane Alves Souza, de 43 anos, provocou uma cena de desespero na manhã desta quarta-feira (28/1), em Caldas Novas, no sul de Goiás. Após mais de 40 dias de incerteza, a mãe da vítima, Nilse Alves Pontes, recebeu a notícia de que o corpo da filha havia sido localizado em uma área de mata e que o principal suspeito do crime estava preso.
De acordo com as primeiras informações, Nilse entrou em estado de choque ao ser informada sobre a localização do corpo e acabou quebrando objetos no hall do condomínio Ametista Tower, onde morava com Daiane.
A reação ocorreu pouco depois da prisão do síndico do prédio, Cléber Rosa de Oliveira, que confessou o homicídio à Polícia Civil e indicou o ponto onde teria deixado o corpo da corretora. O filho dele, Maykon Douglas de Oliveira, também foi detido, suspeito de participação na ocultação do crime.
Após mais de 40 dias de incerteza, Nilse soube que o corpo da filha havia sido localizado em uma área de mata
Foto: Reprodução/Internet
Desaparecimento após queda de energia no condomínio
Daiane desapareceu em 17 de dezembro de 2025, depois de descer até o subsolo do condomínio para verificar uma queda de energia em seu apartamento.
Segundo a investigação, ela desconfiava que o desligamento tivesse sido provocado de forma intencional, em meio a uma sequência de conflitos com a administração do prédio.
O corpo da corretora foi encontrado durante a madrugada, em uma região de mata a cerca de 15 km da cidade, em estágio avançado de decomposição. A localização do corpo confirmou a suspeita de homicídio e mudou o rumo da apuração.
Conflitos com a administração e linha de investigação
As investigações apontam que Daiane vinha enfrentando desentendimentos recorrentes com o síndico do condomínio, incluindo registros formais de conflitos e relatos de cortes frequentes de energia apenas em seu apartamento.
Com a confissão do síndico e a localização do corpo, o caso passou a ser tratado oficialmente como homicídio. A Polícia Civil segue apurando a dinâmica completa do crime e o grau de envolvimento de cada um dos investigados.
Um porteiro do condomínio foi conduzido para prestar esclarecimentos após a identificação de divergências em depoimentos anteriores, e as diligências continuam para esclarecer todos os detalhes do caso.