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O ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), decidiu deixar o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e já definiu quem será seu sucessor na condução da equipe econômica. A escolha recaiu sobre o atual secretário-executivo da pasta, Dario Durigan, considerado o favorito para assumir o comando do Ministério da Fazenda.
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad
Foto: Agência Brasil
De acordo com apuração da Itatiaia, a saída de Haddad está prevista para fevereiro. A mudança vinha sendo aguardada desde que o próprio ministro manifestaou o desejo de se dedicar à formulação do programa de governo e à estruturação da campanha de reeleição de Lula. Além disso, ele não descarta disputar um cargo nas eleições em São Paulo.
Em entrevista concedida em dezembro, Haddad afirmou que pretende atuar diretamente na construção da plataforma de um eventual novo mandato de Lula, mas sem disputar a Presidência em 2026 nem ocupar posição formal na coordenação da campanha.
Eu tenho a intenção de colaborar com a campanha do presidente Lula, e disse isso a ele, que eu não pretendo ser candidato em 2026, mas quero dar uma contribuição para pensar o programa de governo, para pensar como estruturar a campanha dele.
Fernando Haddad, em entrevista ao jornal O Globo
Segundo o ministro da Fazenda, Lula reagiu de forma positiva ao plano. Haddad relatou que o presidente sinalizou concordância e garantiu que respeitará qualquer decisão que ele vier a tomar sobre sua participação na disputa eleitoral.
Haddad enfatizou que sua colaboração será voltada sobretudo ao conteúdo do projeto político e econômico, sem reivindicar postos estratégicos na campanha. Ele ressaltou que deseja contribuir especialmente na elaboração do plano de governo, destacando seu perfil de servidor público, e não de candidato em 2026.
Dario Durigan, apontado como sucessor de Haddad, é formado em Direito pela Universidade de São Paulo (USP) e mestre em Direito e Pesquisa Jurídica pela Universidade de Brasília (UnB). Construíu sua trajetória no serviço público e na área jurídica antes de assumir a função de número dois do Ministério da Fazenda.
Antes de chegar à secretaria-executiva, Durigan foi procurador da USP e coordenador de projetos do Departamento de Gestão Estratégica da Advocacia-Geral da União (AGU). Também atuou como assessor da Subchefia para Assuntos Jurídicos da Casa Civil durante o governo Dilma Rousseff, entre 2011 e 2015.
Após deixar a Casa Civil, passou a integrar a gestão municipal em São Paulo como assessor especial de Fernando Haddad na prefeitura, entre 2015 e 2016. Em 2017, retornou à AGU, na Consultoria Jurídica da União em São Paulo.
Durigan deixou essa função em 2020 para assumir a Diretoria de Políticas Públicas do WhatsApp no Brasil, posto que ocupou por três anos. Em seguida, foi convidado para ser o secretário-executivo da Fazenda, tornando-se o principal auxiliar de Haddad na condução da política econômica do governo.