Mais de 60% dos adultos brasileiros estão acima do peso, aponta Ministério da Saúde
Pesquisa do Ministério da Saúde mostra avanço da obesidade, aumento de diabetes e hipertensão, além de relacionar falta de sono a maior risco de doenças metabólicas
28/01/2026 às 12:48por Redação Plox
28/01/2026 às 12:48
— por Redação Plox
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Mais de 60% da população brasileira está acima do peso e cerca de um quarto já convive com a obesidade, segundo a edição 2024 da pesquisa Vigitel, divulgada nesta quarta-feira (28) pelo Ministério da Saúde. O levantamento, feito por inquérito telefônico, traça um retrato dos hábitos e da saúde dos brasileiros adultos.
Excesso de peso e obesidade em alta
De acordo com o Ministério da Saúde, a prevalência de excesso de peso em adultos subiu de 42,6% em 2006, primeiro ano da pesquisa, para 62,6% em 2024. No mesmo período, a taxa de obesidade mais que dobrou, passando de 11,8% para 25,7%.
A pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel) 2024 traz um panorama sobre os hábitos e a saúde da população brasileira.
Foto: Reprodução / Freepik.
Apesar da piora nos indicadores de peso, houve avanço nos níveis de atividade física. A proporção de pessoas que praticam ao menos 150 minutos semanais de atividade moderada no tempo livre passou de 30% em 2006 para 42,3% em 2024.
Doenças crônicas crescem entre os brasileiros
O Vigitel também detalha a evolução de algumas doenças crônicas. O diagnóstico de diabetes em adultos alcançou 12,9% em 2024, mais que o dobro dos 5,5% registrados no primeiro ano do levantamento.
Em relação à hipertensão arterial, o crescimento foi menor, mas consistente: a prevalência passou de 22,6% em 2005 para 29,7% em 2024.
Os dados indicam uma combinação preocupante de aumento de sobrepeso, obesidade e doenças crônicas não transmissíveis em ritmo acelerado, com impacto direto na qualidade de vida e na pressão sobre o sistema de saúde.
Alimentação: avanços e desafios
Mesmo com o avanço do excesso de peso, o Vigitel aponta alguns sinais positivos no comportamento alimentar da população. O consumo regular de frutas e hortaliças em cinco ou mais dias por semana permaneceu relativamente estável, saindo de 33% em 2008 para 31,4% em 2024.
A pesquisa destaca também a importância de alimentos in natura e minimamente processados para a manutenção de uma vida saudável, em linha com as recomendações do Guia Alimentar para a População Brasileira.
Outro ponto considerado favorável é a queda no consumo regular de refrigerantes e sucos artificiais. A proporção de adultos que consomem essas bebidas com frequência diminuiu de 30,9% em 2007 para 16,2% em 2024, embora tenha sido registrado um leve aumento nos dois últimos anos, o que acende alerta para a necessidade de reforçar ações de prevenção.
Hábitos de sono entram no radar
Pela primeira vez, o Vigitel investigou a qualidade do sono dos brasileiros adultos nas capitais. O levantamento mostra que 20,2% dormem menos de seis horas por noite, abaixo do tempo considerado adequado para a maioria das pessoas.
Além disso, 31,7% relataram ter ao menos um sintoma de insônia, com maior prevalência entre mulheres (36,2%) do que entre homens (26,2%). Esse quadro reforça a relação entre sono insuficiente, ganho de peso e maior risco para doenças metabólicas e outras condições crônicas.