Mortes por chuvas em Juiz de Fora sobem para 70 após dias de buscas
Atualização divulgada neste sábado (28) aponta aumento no número de vítimas após deslizamentos e desabamentos; corpo de morador do bairro Linhares foi localizado durante as equipes de resgate
28/02/2026 às 10:27por Redação Plox
28/02/2026 às 10:27
— por Redação Plox
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O número de mortos devido às chuvas em Juiz de Fora subiu para 70 neste sábado (28), após dias de buscas em áreas atingidas por deslizamentos e desabamentos no município da Zona da Mata mineira. A atualização foi divulgada pela Rádio Itatiaia e ocorre em meio a um cenário de destruição e deslocamento de famílias.
Foto: CBMMG/Divulgação
Corpo localizado após seis dias de buscas
Segundo a Itatiaia, o corpo de Cristiano José da Costa, de 46 anos, foi encontrado neste sábado (28). Ele estava desaparecido havia seis dias, depois que a casa em que morava desabou no bairro Linhares. Outras duas residências também teriam desabado no mesmo ponto.
Com a localização do corpo de Cristiano, o total de mortos em Juiz de Fora foi atualizado para 70. Nos dias anteriores, veículos locais já vinham registrando sucessivas revisões no balanço de vítimas.
Na sexta-feira (27), a Tribuna de Minas informou que a cidade contabilizava 59 mortes e ainda tinha desaparecidos, com frentes de busca em bairros como Paineiras e Linhares.
Números em revisão e alcance da tragédia
Até a última atualização amplamente repercutida por veículos nacionais e internacionais, autoridades consolidavam dados para toda a região atingida em Minas Gerais, com Juiz de Fora entre os municípios mais impactados por enchentes e deslizamentos.
A Associated Press relatou que, com base em informações de autoridades, as chuvas no estado deixaram dezenas de mortos e milhares de pessoas fora de casa, em um contexto de alertas meteorológicos para novos episódios de tempo severo.
O Poder360 noticiou que o Corpo de Bombeiros divulgou, na noite de 26/02, um balanço com dezenas de mortes em Minas Gerais, detalhadas por município, em meio a revisões constantes conforme identificação de vítimas e consolidação dos dados.
Os totais podem variar conforme o horário do boletim e a metodologia utilizada (por cidade ou por região, incluindo ou não desaparecidos). A orientação é acompanhar os próximos comunicados oficiais de órgãos como Prefeitura, Defesa Civil e Corpo de Bombeiros para a consolidação do número final.
Riscos e efeitos imediatos nas áreas afetadas
Os sucessivos deslizamentos e desabamentos reforçam o alerta para risco em áreas de encosta e margens de córregos. Moradores em locais com rachaduras, inclinação de postes ou árvores, estalos em estruturas e sinais de movimentação de terra são orientados a buscar abrigo seguro e acionar as autoridades.
A confirmação de novas vítimas dias após o desaparecimento indica que as operações de buscas e resgates podem se prolongar, com reflexos no trânsito local, no acesso a determinados bairros e na rotina de serviços.
A tragédia também provoca forte deslocamento de moradores, com famílias desalojadas ou desabrigadas e necessidade de abrigos temporários, doações e atendimento social, como já vinha sendo registrado em atualizações anteriores.
Perspectivas: novos boletins e reconstrução
A tendência é de novas revisões no balanço de mortos, desaparecidos e desabrigados à medida que as buscas avançam e as vítimas são identificadas. O monitoramento meteorológico permanece crucial, diante da previsão de tempo severo na região Sudeste e da possibilidade de novas interdições em áreas de risco.
Passada a fase mais crítica de resgates, o foco deve migrar para ações de assistência humanitária, avaliação dos danos e medidas de reconstrução e prevenção, em um cenário em que Juiz de Fora se tornou um dos símbolos mais trágicos do impacto das chuvas recentes em Minas Gerais.