PF deflagra operação nacional contra abuso sexual infantil e cumpre 159 mandados
Ação ocorre nesta terça (28) em todos os estados e no DF, com 16 mandados de prisão e foco em identificar e prender suspeitos de crimes contra crianças e adolescentes.
Faltando poucos dias para a sabatina do advogado-geral da União, Jorge Messias, indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao Supremo Tribunal Federal (STF), o governo federal acelerou a liberação de emendas parlamentares e empenhou cerca de R$ 12 bilhões. O empenho é a etapa em que o governo reserva os recursos para pagamento.
Do total empenhado recentemente, R$ 10,7 bilhões fazem parte do universo de R$ 17,3 bilhões que o Executivo é obrigado a pagar no primeiro semestre de 2026, conforme o cronograma previsto na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO)
Jorge Messias
Foto: Daniel Estevão/AscomAGU
No início de abril, o valor empenhado para esse período era de R$ 389,8 milhões, menos de 2% do total previsto. Com a nova movimentação, o governo passou a se comprometer com mais de 58% das emendas obrigatórias do semestre.
Pelo calendário, devem ser pagos 65% das emendas individuais e de bancada destinadas a áreas como saúde e assistência social, além das chamadas “emendas Pix”, que são transferências diretas e podem ser aplicadas livremente por estados e municípios.
A intensificação no empenho ocorre em meio à articulação política para aprovar o nome de Messias no Senado. Ele será sabatinado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) nesta quarta-feira (29). Para ser empossado, precisa de ao menos 41 votos no plenário da Casa.
A indicação de Messias também abriu uma crise entre o governo e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), que defendia o nome do senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) para a vaga no STF. Após o anúncio da escolha, Alcolumbre chegou a indicar que a sabatina ocorreria rapidamente, o que levou o Palácio do Planalto a postergar o envio formal da indicação.
Entre as bancadas, o PL foi o partido com mais recursos empenhados, somando R$ 479 milhões. Em seguida aparecem o MDB (R$ 372,7 milhões) e o PSD (R$ 366,2 milhões). O PT, partido do presidente Lula, teve R$ 281,2 milhões empenhados.
No recorte individual, os senadores mais beneficiados foram Eduardo Braga (MDB-AM), com R$ 71,2 milhões, Romário (PL-RJ), com R$ 68,7 milhões, e Jader Barbalho (MDB-PA), com R$ 62,4 milhões.
Apesar do avanço no empenho, o pagamento efetivo das emendas segue em ritmo lento. Em três semanas, os repasses passaram de R$ 102,3 milhões para R$ 395,2 milhões — o equivalente a 2,28% do total previsto para o primeiro semestre, faltando pouco mais de dois meses para o prazo final.