PF deflagra operação nacional contra abuso sexual infantil e cumpre 159 mandados
Ação ocorre nesta terça (28) em todos os estados e no DF, com 16 mandados de prisão e foco em identificar e prender suspeitos de crimes contra crianças e adolescentes.
A Justiça determinou limites à greve dos servidores municipais de Ipatinga para assegurar o atendimento à população, com foco especial na área da saúde, em um momento descrito como crítico no município.

Foto: Divulgação
Pela decisão, o movimento pode continuar, mas com restrições. Foi fixada a manutenção de 70% dos profissionais da saúde em atividade e de 30% nos demais serviços essenciais. Em caso de descumprimento, há previsão de multa diária de R$ 5 mil ao sindicato.
O entendimento do Tribunal de Justiça de Minas Gerais ocorre em um cenário de forte pressão sobre a rede pública, com unidades de saúde operando acima da capacidade e aumento expressivo na demanda por atendimentos.
A decisão também estabelece que o sindicato tem 24 horas para apresentar um plano formal que garanta o funcionamento mínimo dos serviços — requisito que, segundo o texto, ainda não havia sido cumprido.
A medida reforça a orientação de que o direito de greve deve ser respeitado, mas sem permitir abusos que possam colocar vidas em risco.
O secretário de Governo, Décio Camargos, afirmou que a decisão foi tomada com equilíbrio e responsabilidade, assegurando a continuidade dos serviços e permitindo a análise completa do caso.
A decisão foi prudente. O magistrado garantiu a continuidade dos serviços e abriu espaço para ouvir todas as partes com responsabilidade. A legalidade do movimento ainda será analisada. O direito de greve é legítimo, mas não pode ser exercido de forma que coloque a população em risco
Décio Camargos
Segundo o secretário, a Prefeitura tentou negociar em diversas oportunidades antes de recorrer ao Judiciário, incluindo uma proposta apresentada, conforme relatado, dentro da realidade do município, mas sem avanço.
A decisão acolhe parcialmente os argumentos do Município, que apontou risco concreto de colapso no atendimento, especialmente diante da situação de emergência em saúde pública.
Com a determinação judicial, a Prefeitura afirma que os serviços essenciais serão mantidos, com preservação do atendimento nas unidades de saúde, evitando que a paralisação agrave um sistema já sobrecarregado.
O processo segue em tramitação e há previsão de audiência de conciliação entre as partes.